Coronavírus

São Paulo SP testará robôs de telepresença com pacientes com covid-19

SP testará robôs de telepresença com pacientes com covid-19

Três máquinas de serão usadas na triagem e na comunicação entre pacientes isolados e familiares. Estado de SP também testa teleatendimento

  • São Paulo | Do R7

Médica Lilian Aira, à esquerda, exibe o robô, à direita

Médica Lilian Aira, à esquerda, exibe o robô, à direita

Reprodução

O estado de São Paulo vai testar robôs de telepresença como parte de um projeto-piloto de atendimento durante a pandemia do novo coronavírus, segundo anúncio realizado em coletiva do governo estadual no Palácio do Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (31).

Os robôs devem atuar na triagem dos pacientes, no pronto-socorro, facilitando o teleatendimento por uma enfermeira logo na chegada à unidade de saúde. "O Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP chegou com a demanda de proteger colaboradores contra a possibilidade de contaminação dos pacientes que chegam da rua com sintomas e não chegam dizendo que podem estar contaminados", conta a médica Lilian Arai, que está à frente da iniciativa.

As máquinas de telepresença também serão testadas para facilitar a comunicação de pacientes internados com familiares e para possibilitar o atendimento psicológico. "Estão buscando formas de dar alento e humanizar o atendimento. Por mais contraditório que pareça, o robô vai trazer possibilidade de humanização dos tratamentos das pessoas com covid-19", afirmou a médica.  

O governo está expandindo também um sistema de teleconsultoria testado no Complexo Hospitalar do Mandaqui a todos os hospitais da rede pública. O projeto desenvolvido pelo InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas) possibilita que especialistas do HC interajam em tempo real com outros médicos da rede, melhorando a assistência aos pacientes com quadro respiratório grave.

"O projeto vai permitir a discussão de casos em tempo real e a agilização de procedimentos", afirmou Doria.

Especialistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, liderados pela equipe de pneumologia do InCor, poderão discutir casos em tempo real com outros hospitais da rede e promover a capacitação de profissionais de saúde. 

de acordo com o govenro do estado, o projeto também estará à disposição do Ministério da Saúde para expansão a serviços em todo o Brasil.

O protocolo foi discutido e validado pelo Centro de Contingência do coronavírus do estado de São Paulo. Uma equipe estará em conexão por videoconferência com outros médicos de hospitais da rede, analisando os casos mais complexos, discutindo e sugerindo alternativas para as melhores decisões, obtendo a melhor qualidade possível para os casos que exigem ventilação mecânica.

Cada posto do setor de teleconsultoria é capaz de discutir até 80 casos clínicos de pacientes respiratórios graves por dia e até dez postos poderão ser ativados, se houve necessidade. 

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