São Paulo Suspeito de mandar matar jovens Júlia e Cláudia é assassinado em SP

Suspeito de mandar matar jovens Júlia e Cláudia é assassinado em SP

Amigas desapareceram na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, e foram encontradas mortas, em junho deste ano

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Reprodução/ Record TV

O homem suspeito de ser mandante das mortes das jovens Júlia Renata Garcia Rafael e Cláudia Cristina, na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, foi assassinado pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), conforme informação divulgada pelo delegado Fábio Pinheiro, do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

O homem é conhecido como "Tobé" e é de alta periculosidade, segundo a polícia. Ele também é procurado pela Justiça. Após identificar o criminoso, a Polícia Civil solicitou um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão para o seu apartamento. O homem estava escondido no litoral de São Paulo.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) demorou alguns dias para acatar o pedido e, durante este período, o suspeito foi morto por integrantes da facção. Segundo o delegado Pinheiro, o criminoso não tinha autorização da organização para mandar matar as mulheres. Ele também não compareceu em uma reunião do PCC, na qual o seu futuro seria discutido. Por esses motivos, foi assassinado.

Nesta quarta-feira (1), a Polícia Civil também localizou uma chácara em Monte Mor, no interior de São Paulo, onde o criminoso guardava diversos pertences pessoais. No local, foram apreendidos 50 quilos de cocaína, que eram comercializadas na comunidade de Paraisópolis, e foi preso um funcionário dele, que não tem relação com as mortes das moças.

O DHPP continua investigando o caso afim de localizar os executores do crime.

O caso

Polícia Civil localizou os dois corpos no acostamento do quilômetro 48 do Rodoanel Mário Covas, sentido Capital, zona sul de São Paulo, no dia 15 de junho deste ano. Posteriormente, foi confirmado que eram das amigas que haviam desaparecido em Paraisópolis.

Depois do encontro dos corpos, a principal linha de investigação da Polícia Civil apontou que elas foram mortas na madrugada entre os dias 2 e 3 de junho, ambas no mesmo dia e mesmo horário, mas com possíveis motivos diferentes.

Fabio Pinheiro afirmou que ainda há diversas suposições para o motivo das mortes, uma das linhas analisada é que Claudia se relacionava com um policial militar e ela pode ter sido entendida como informante.

Já com a Julia tem uma outra vertente: os policiais analisam uma possível relação com outra pessoa indevida. O delegado ainda afirma que é uma hipótese, e pode ser apenas que a jovem tenha sido morta por estar no local errado e hora errada.

Últimas