São Paulo Suspeito matou criança boliviana dois dias após estrangular os pais

Suspeito matou criança boliviana dois dias após estrangular os pais

Primeiro crime ocorreu dia 25 de dezembro e, o segundo, no dia 27, em São Paulo. Homem foi preso neste sábado (9) em Santa Cruz de la Sierra

Família de bolivianos

Família de bolivianos foi morta em São Paulo, em 2018

Família de bolivianos foi morta em São Paulo, em 2018

Reprodução/Facebook

A família de bolivianos que foi assassinada e esquartejada no período do Natal de 2018, em São Paulo, foi morta separadamente. Primeiro, o suspeito executou os pais e, dois dias depois, a criança.

Gustavo Arias foi preso neste sábado (9) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A prisão se deu por meio da Cooperação Jurídica Internacional realizada pela polícia boliviana juntamente com a polícia paulista. Apesar de o crime ter sido cometido no Brasil e a ordem de prisão também ter sido emitida pela Justiça brasileira, não se sabe se o homem será entregue para a Polícia Federal do Brasil, uma vez que ele possui cidadania boliviana.

Durante o momento em que ficou na delegacia boliviana, Arias conversou com jornalistas que estavam no local. Em entrevista coletiva, ele disse que primeiramente matou os pais da criança Jesus Reynaldo Condori, de 39 anos, e Irma Morante Sanizo, de 38. Depois da execução, ele contou que ficou com o menino Gian Abner Morante, de oito anos, por dois dias. “Ele me perguntava cadê os pais, e eu tentava despistar. Eu não queria mata-lo”, relatou. “Ele chorava muito.” No dia 27, a criança foi assassinada.

Os corpos foram encontrados em sacos plásticos, no dia 8 de janeiro, em uma residência em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, onde o local teria sido alugado com o único propósito da realização do crime. Laudos do IML (Instituto Médico Legal) apontaram que o casal foi morto por asfixia mecânica por estrangulamento e a criança, por traumatismo cranioencefálico.

O casal estava desaparecido desde o dia 23 de dezembro. Ele teria se passado por Irma e enviado mensagens do celular da vítima a parentes, dizendo que a família tinha se mudado para São Paulo, onde mantinham uma oficina de costura.

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