Novo Coronavírus

São Paulo Taxa de isolamento social cai para 48% na Grande São Paulo

Taxa de isolamento social cai para 48% na Grande São Paulo

Meta do governo do estado é chegar a 70%; João Doria considera a queda como "grave" e pede colaboração da população para ampliar o número

  • São Paulo | Do R7

Doria avalia dados para flexibilizar ou não restrições

Doria avalia dados para flexibilizar ou não restrições

Divulgação/Governo do Estado de SP

A Grande São Paulo registrou queda da taxa de isolamento social na quarta-feira (22), informou o governador João Doria. O índice ontem ficou em 48%, abaixo da faixa desejada pelos especialistas que integram o Centro de Contigência do Coronavírus.

O desejável é que essa taxa fique entre 50% e 60%, embora o ideal seja de 70%. 

O distanciamento social é apontado como o principal meio de reduzir a velocidade de transmissão do coronavírus e, consequentemente, evitar um colapso do sistema de saúde. 

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“Isso é grave”, afirmou o governador ao comentar os números de ontem. “Não podemos baixar de 50%, Esta é a orientação da medicina e da ciência”, complementou, pedindo colaboração.

Na quarta-feira, São Paulo registrou os maiores índices de lentidão no trânsito durante a quarentena, tanto no período da manhão, quanto no fim da tarde, de acordo com levantamento realizado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) com dados do Waze.

A região metropolitana da capital concentra mais de 90% dos casos de covid-19 em todo o estado. Apenas na cidade de São Paulo, estão 10.691 registros, dos 15.914 no estado, até ontem. 

Doria listou as cidades onde há maior adesão ao isolamento social. Nenhuma delas atinge a meta do governo.

Em Ubatuba, Cruzeiro, Bebedouro e Lorena, a taxa é de 67%. São Vicente, Ibiúna, Ribeirão Pires e Cajamar registram 66%. São Sebastião, Caieiras, Mairiporã e Poá têm 65%, Caçapava e Itapecerica da Serrra, 64%, Pindamonhangaba, Votuporanga,. Itaquaquecetuba e Sertãozinho, 63% e em Itanhaém e Arujá, a taxa é de 62%.

Flexibilização pode ser revista

Na quarta-feira, o governo anunciou o Plano São Paulo, que prevê a reabertura gradual e heterogênea da economia em regiões do estado que atendam aos requisitos estabelecidos, como baixo número de casos e disponibilidade de leitos hospitalares e testes de covid-19.

O governador ressaltou, no entanto, que essa flexibilização, prevista a partir do dia 11 de maio, poderá ser revista se os índices de isolamento se mantiverem abaixo de 50%. 

"Não poderemos fazer flexibilização se não tivermos um índice mínimo de 50% das pessoas em casa", afirmou nesta quinta-feira. 

O secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann, ressaltou que, embora o número de casos venha crescendo menos de 10% de um dia para o outro, a perspectiva para os próximos dias ainda é de alta.

"Estamos em curva ascendente, em uma velocidade baixa. Isso é muito satisfatório do ponto de vista de expectativa, mas nós não estamos em curva descendente. Precisamos manter o isolamento em 60% como meta e 70% como ideal para que a gente continue em crescimento em uma velocidade baixa e o sistema de saúde não é colapsado."

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