TCM determina auditoria para fiscalizar efetividade do Corujão

Gestão Doria lançou meta de zerar 68 mil cirurgias em um ano e meio, em São Paulo. Passados doze meses, 49,8 mil procedimentos foram realizados

TCM determina auditoria para fiscalizar efetividade do programa Corujão

Doria lançou Corujão em 2017

Doria lançou Corujão em 2017

Charles Sholl / Estadão Conteúdo

O Tribunal de Contas do Município de São Paulo determinou a realização de uma auditoria sobre a efetividade do Corujão das Cirurgias, programa lançado pela gestão João Doria (PSDB) em maio de 2017.

O documento revela que o conselheiro Mauricio Faria considerou o tempo dado pela Prefeitura de São Paulo de zerar a fila de 68 mil pessoas que esperavam por cirurgia em um ano e meio — já se passaram doze meses e, segundo a própria prefeitura, 49,8 mil procedimentos cirúrgicos foram feitos até então.

De acordo com o TCM, o procedimento inicial de levantamento de dados deve incluir, no mínimo, a quantidade de pacientes encaminhados para cirurgias, identificando subgrupo e procedimento, especialidade da cirurgia, tempo que estes pacientes permaneceram na fila de espera até o respectivo agendamento e efetiva realização da cirurgia.

Também recomendou que levantasse tempo entre a realização dos exames e consultas de especialidade e a realização da cirurgia, bem como o tamanho e evolução das filas e dos tempos médios de espera de cirurgias, por subgrupo e procedimento, o grau de complexidade e a especialidade, identificando quais dessas cirurgias compuseram o programa e quais não foram incluídas.

O conselheiro também pediu a capacidade de atendimento de cirurgias antes e durante o programa, especificando procedimento de cirurgias e especialidades, bem como entidades e instituições envolvidas; questionou se houve exclusão de pacientes da fila de espera e identificar os respectivos motivos para exclusão. Por fim, solicita o encaminho de pacientes para reavaliação, identificando se a reavaliação foi realizada e quais foram os resultados.

Procurada pela reportagem do R7, a Prefeitura de São Paulo informou que está à disposição do TCM "para prestar todos os esclarecimentos que julgar necessários sobre o programa", assim que for notificada pelo órgão. A pasta informa que qualquer comparação de dados preliminares com dados consolidades do DataSUS é precoce, "uma vez que os dados da produção de Autorização de Internação Hospitalar no DataSus podem ter defasagem de até seis meses".