São Paulo Testemunha reforça possível homicídio da mãe de Ísis Helena

Testemunha reforça possível homicídio da mãe de Ísis Helena

Colega de prisão da mãe diz que ouviu gritos da suspeita de matar a própria filha e que Jennifer tinha medo de ficar sozinha

  • São Paulo | Do R7*, com informações da Record TV

Uma ex-detenta e colega de prisão de Jennifer Natalia Pedro (suspeita da morte da própria filha, a criança Ísis Helena) garante que Jennifer não se suicidou, como o caso foi registrado oficialmente no ano passado. 

"Uma pessoa, para se matar da forma que ela se matou, não teria aparecido com o nariz quebrado", relatou à Record TV a mulher, que ficava em cela próxima da ocupada pela mãe de Ísis Helena. "Ela estava falando palavrão, brigando com a guarda. Muitos palavrões. Dizendo que não queria ficar sozinha."

A mulher também afirma que Jennifer era alvo de provocações de agentes do local, que a  chamavam de "matadora de criança". A suspeita ainda era vítima de agressões recorrentes (o que também acontecia com outras presas), relembrou a testemunha.

O advogado William César Pinto de Oliveira também questiona a versão de suicídio para explicar a morte dentro da penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), onde Jennifer foi encontrada sem vida em fevereiro deste ano.

Ele cita o resultado da perícia da morte de Jennifer, que indica asfixia mecânica e aponta a possibilidade de um estrangulamento. "Eu tenho absoluta certeza de que não foi isso que aconteceu. Eu estive lá, ela foi submetida a um exame no IML, e a minha convicção se tornou essa", afirma.

Como justificativa, ele levanta a possibilidade de que seguranças da penitenciária tenham ajudado Jennifer ou até mesmo matado a mãe de Ísis Helena. 

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para apurar o caso, que corre em segredo de Justiça. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que também apura o episódio.  

O caso

Em março do ano passado, Ísis Helena, de 1 ano e 10 meses, teve o corpo descartado nas proximidades de um rio em Itapira, no interior de São Paulo, onde morava com a mãe. Jennifer foi presa em abril, quando contou à polícia onde estava enterrado o corpo de Ísis. Ela confessou que a criança havia sofrido uma convulsão e se asfixiou com o próprio leite.

Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), a mãe mudou a versão apresentada aos policiais, e passou a sustentar que a filha teve febre, por volta da meia-noite, e recebeu o medicamento ibuprofeno.

Em seguida, Jennifer teria dado mamadeira com leite ao bebê e dormido por volta das 4h. Às 6h15, ela teria acordado e encontrado a menina já "fria", com "espuma e leite nos cantos da boca".

Ainda de acordo com a versão, a menina teria sofrido convulsões e morrido por asfixia. Então, Jennifer teria se desesperado e decidido levar o corpo da menina para o rio. Em seguida, a mulher disse ter consumido drogas no mesmo local onde relatou ter abandonado a filha.

Laudo apontou que morte da mãe pode ter sido causada por estrangulamento

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Reprodução/Record TV

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