São Paulo Trabalhadores da educação fazem passeata em 100 dias de greve

Trabalhadores da educação fazem passeata em 100 dias de greve

Marcha pretende ir até a sede da Secretaria Municipal de Educação, na zona sul, e teve início no viaduto do Chá, no centro de SP

  • São Paulo | Rodrigo Martinez, da Agência Record*

Trabalhadores da educação fazem passeata em 100 dias de greve em SP

Trabalhadores da educação fazem passeata em 100 dias de greve em SP

Divulgação / Sindsep

Um grupo com cerca de 200 trabalhadores da Educação faz uma manifestação no viaduto do Chá, em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, na região central. A concentração começou por volta de 10h da manhã desta quinta-feira (20). A passeata tem como destino a Secretaria Municipal de Educação na Vila Clementino, na zona sul da capital.

Segundo a Polícia Militar, o ato está pacífico e conta com faixas e um carro de som.

Os manifestantes estavam em frente ao prédio da prefeitura e começaram a marcha por volta do meio-dia até a sede da Secretaria da Educação, que fica na Rua Dr. Diogo de Faria. Eles pretendem fazer uma parada em frente ao Hospital do Servidor Público Municipal, no Paraíso, para uma homenagem à luta dos trabalhadores da saúde e por melhorias na unidade.

De acordo com o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), o ato celebra os 100 dias da greve dos funcionários da educação, que começou no dia 20 de fevereiro, e protesta contra as mais de 100 mil vidas perdidas para a covid-19 na capital.

A categoria pede que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) negocie com o sindicato a volta dos trabalhadores, entre eles professores, gestores e profissionais de apoio. No total, são 12 mil funcionários em greve, segundo o Sindsep.

Entre as reivindicações, os servidores da educação exigem do governo o teste do tipo RT-PCR para profissionais e estudantes, vacinação da comunidade escolar pelo SUS (Sistema Único de Saúde), fornecimento de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) homologados pelo Inmetro, entrega de tablets com internet aos estudantes, adequação estrutural das unidades escolares, com obras de ventilação e ampliação de banheiros, e retorno das aulas presenciais com segurança sanitária após a queda da curva de contaminação e mortes indicadas pela Fiocruz.

*Com supervisão de Isabelle Gandolphi

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