Tragédia no centro de São Paulo
São Paulo Trabalho de remoção de escombros deve durar pelo menos 15 dias

Trabalho de remoção de escombros deve durar pelo menos 15 dias

Depois de três dias trabalhando para remover os destroços e encontrar as vítimas desaparecidas, os bombeiros retiraram 20% do entulho

Bombeiros trabalham no local onde o edifício desabou desde terça-feira (1)

Bombeiros trabalham no local onde o edifício desabou desde terça-feira (1)

Fabio Vieira / Estadão Conteúdo

O trabalho de remoção dos escombros após o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paiçandu, deve durar pelo menos 15 dias. Segundo o tenente-coronel Ricardo Peixoto, até a tarde desta sexta-feira (4) 20% do material foi retirado.

Os bombeiros buscam vítimas do desabamento do prédio, que foi abaixo na terça-feira (1º) após pegar fogo. Nesta sexta-feira, um corpo foi localizado, mas a identidade da vítima não foi confirmada. O corpo era tatuado e teve as digitais preservadas. O secretário da Segurança Pública Mágino Alves esteve no local e disse que será feito um exame papiloscópico para identificar o corpo pelas digitais.

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Os bombeiros ainda buscam por Selma Almeida da Silva, de 48 anos, e seus dois filhos gêmeos (Welder e Wender, de 9 anos), que estariam no 8° andar do prédio. Também entraram na lista oficial de desaparecidos mais duas pessoas: Eva Barbosa Silveira, de 42 anos, e Valmir Souza Santos, de 47. No total, 49 pessoas não foram encontradas.

Na manhã desta sexta-feira, uma lona azul foi instalada nos fundos do edifício, próximo ao prédio Caracu, para a proteção dos bombeiros. "Colocamos para evitar escorregamentos e que escombros caiam sobre os bombeiros", afirmou o comandante Max Mena.

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