São Paulo "Um bando de irresponsáveis", diz dono de fusca incendiado nas manifestações contra a Copa

"Um bando de irresponsáveis", diz dono de fusca incendiado nas manifestações contra a Copa

Veículo foi incendiado nas proximidades da Praça Roosevelt no centro de São Paulo

  • São Paulo | Vanessa Beltrão, do R7

Durante os protestos contra a Copa do Mundo no centro de São Paulo neste sábado (25), um grupo de manifestantes colocou fogo em um fusca nas proximidades da Praça Roosevelt por volta das 20h. O proprietário do veículo, um serralheiro de 55 anos que não quis se identificar, estava voltando da igreja junto com mais quatro pessoas no carro, dentre elas uma criança de quatro anos, quando o fato aconteceu.

— Eu acho que são um bando de irresponsáveis. O Brasil é assim mesmo, acontece essas coisas por causa da impunidade.

Veja imagens das vítimas fugindo do veículo em chamas

De acordo com o serralheiro, usando lenços pretos para cobrir os rostos, os integrantes do grupo estavam colocando fogo em colchões para interceptar a via e podem ter jogado um dos colchões no carro.

— Eu acredito que foi jogado. Estava no chão e quando a gente passou, já estava na lateral do carro. Ou jogaram o colchão para cima ou empurraram com os pés.

Como o fogo não apagava, o serralheiro parou o fusca para que todos pudessem descer.

— Teve muito pânico para sair do carro pegando fogo. A criança estava chorando...Naquele local não tinha um policial. 

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O fusca era o único carro do serralheiro que utilizava o veículo para entregar portões. O homem de 55 anos ainda não calculou o prejuízo. Após o incêndio, ele voltou para casa de ônibus.

— Ficamos assustados. Graças a Deus está tudo bem agora.

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Protestos

Mais de 100 pessoas foram detidas na noite deste sábado (25) pela Polícia Militar devido às manifestações contra a Copa do Mundo no Brasil. A maioria estava envolvida com agressões a policiais e com o rastro do quebra-quebra ocorrido em várias ruas do centro de São Paulo.

Segundo a polícia, três agências bancárias e uma viatura da GCM (Guarda Civil Metropolitana) também foram depredadas na capital paulista.

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