São Paulo União formaliza a doação do terreno do Paissandu à Prefeitura de SP

União formaliza a doação do terreno do Paissandu à Prefeitura de SP

Conjunto habitacional será construído no local onde prédio desabou há 2 anos após um incêndio. Sete pessoas morreram e 2 estão desaparecidas 

  • São Paulo | Do R7

União formalizou a doação do terreno do Paissandu à Prefeitura de SP

União formalizou a doação do terreno do Paissandu à Prefeitura de SP

Divulgação / Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo assinou nesta segunda-feira (4) o contrato que formaliza a doação da União do terreno onde ficava o edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou após um incêndio há dois anos, na região do Largo do Paissandu, no centro da capital. Na ocasião, sete pessoas morreram, sendo duas crianças, e outras duas nunca foram encontradas nos escombros.

No terreno, a prefeitura promete construir o primeiro prédio destinado a habitação social do município com equipamentos públicos. Isto porque o térreo vai abrigar as secretarias municipais de Cultura e Assistência e Desenvolvimento Social.

O edifício terá 15 andares e 90 unidades habitacionais, todas direcionadas para a Locação Social, isto é, os moradores pagam um aluguel pelo uso do imóvel a valores acessíveis. O atendimento prioritário é para moradores de rua e em situação de vulnerabilidade social e população de baixa renda.

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Nos dois primeiros andares, os apartamentos serão destinados a idosos e pessoas com deficiência, com estrutura adaptada para esse público. No terceiro piso, haverá área de lazer exclusiva para os moradores. Nos outros 12 pavimentos serão os apartamentos comuns, com um ou dois dormitórios. As unidades seguirão o padrão de projetos de habitação de interesse social e terão entre 36 m² e 50 m².

De acordo com o prefeito Bruno Covas, “os governos federal, estadual e municipal deixaram questões partidárias e políticas de lado e conseguiram somar esforços em nome da população mais vulnerável da cidade de São Paulo”.

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Desde a tragédia, terreno onde ficava o prédio está cercado por tapumes

Desde a tragédia, terreno onde ficava o prédio está cercado por tapumes

Joyce Ribeiro / R7

Obras

O investimento para a construção do empreendimento será de mais de R$ 15 milhões, verba exclusiva do município por meio do programa de habitação Pode Entrar.

Será necessária ainda a realização de todo o processo de licitação, o que pode levar até 60 dias. A entrega do empreendimento deve ocorrer 18 meses após o início das obras. 

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O desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida completou 2 anos no dia 1º. O prédio de 22 andares, que na época pertencia à União, abrigava uma ocupação irregular com 291 famílias, incluindo idosos e crianças. Durante o cadastramento, apenas 242 famílias apresentaram os documentos necessários e recebem até hoje o auxílio aluguel de R$ 400 mensais. Todas estão na extensa fila da habitação e aguardam o atendimento definitivo.

Até agora, apenas uma família que vivia no prédio e que tinha uma pessoa com deficiência física foi contemplada com uma moradia no Conjunto Academia A, no Itaim Paulista, zona leste. 

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