violência contra a mulher
São Paulo Universitária relata estupro dentro da estação Sacomã do metrô

Universitária relata estupro dentro da estação Sacomã do metrô

Jovem afirma que foi seguida pelo homem por oito estações. Metrô diz que 'não medirá esforços para colaborar com a polícia durante as investigações'

Estupro no Metrô

Jovem relata estupro na estação Sacomã

Jovem relata estupro na estação Sacomã

Reprodução/Google Street View/23.08.2018

Uma estudante universitária de 18 anos relata ter sido vítima de estupro dentro da estação Sacomã, da linha 2-Verde do metrô, no centro de São Paulo, no final da tarde desta quarta-feira (22).

O caso aconteceu em meio a diversos relatos de assédios e estupros compartilhados nas redes sociais por estudantes de faculdades e cursinhos universitários da região da Vila Mariana, na zona sul — próximas a estações da linha 1-Azul.

A jovem conta que chegou na estação para ir à faculdade e, enquanto estava na bilheteria, um homem branco, com cabelo negro e aproximadamente 1,8 metro de altura, se aproximou pedindo informações. Ela o ajudou, comprou o bilhete e seguiu para pegar o trem.

Enquanto aguardava na plataforma, o homem, que estava seguindo a estudante, a agarrou e puxou para o vão da escada da estação. “Quando dei por mim, ele estava em cima de mim, rasgando minha roupa, me xingando”, conta.

A estudante afirma que “minutos depois, ele percebeu que alguém estava descendo a escada ou vindo na nossa direção e me largou”. Ela conta que rapidamente colocou uma roupa que carregava na mochila e, quando chegou o trem, embarcou.

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Durante o percurso até a estação São Joaquim, da linha 1-Azul do metrô, onde desce para ir à faculdade, foi perseguida pelo homem. Inclusive durante a transferência entre linhas, na estação Ana Rosa.

Como o homem manteve certa distância na perseguição, ela afirma que conseguiu comunicar alguns amigos. Mesmo assim, quando chegou na estação São Joaquim, o homem ainda foi atrás dela até cerca de 50 metros da faculdade. No local ela recebeu apoio de amigos.

“Eu estou completamente abalada, parece que o ocorrido de ontem [quarta-feira] não passou de um pesadelo, porque ainda não consigo acreditar que tudo realmente aconteceu”, diz a jovem.

Na tarde desta quinta-feira (23), a estudante afirma que foi, juntamente com a mãe, na DDM (Delegacia da Mulher) no 16º DP (Vila Clementino) para registrar um boletim de ocorrência sobre o caso.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do metrô disse que “não medirá esforços para colaborar com a polícia durante as investigações”.

Grupo de socorro

Depois de diversos relatos compartilhados nas redes sociais sobre casos de estupros e assédios próximo de estações das linhas 1-Azul e 2-Verde do metrô, mulheres criaram um grupo no WhatsApp para pedirem socorro e informar caso sofram alguma violência na região.

O grupo foi criado na última terça-feira (21), tem 257 mulheres participantes e já recebeu cerca de 10 relatos de casos de assédios ou estupros que acontecem nas proximidades das estações. 

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