Vale do Ribeira regride de fase e põe em risco volta às aulas em São Paulo

Região foi reclassificada na etapa vermelha. Previsão é retornar às escolas em 8 de setembro, desde que Estado fique 28 dias consecutivos na fase amarela

Comércio de Campinas reabriu na segunda-feira (27)

Comércio de Campinas reabriu na segunda-feira (27)

Luciano Claudino/Código19/Estadão Conteúdo – 27.07.2020

O governo de São Paulo decidiu reclassificar, nesta sexta-feira (31), o Vale do Ribeira na fase vermelha, a mais restritiva para as atividades econômicas e que permite apenas o funcionamento das atividades essenciais. Com essa mudança, o retorno às aulas no Estado em 8 de setembro está em risco e poderá ser adiado novamente para uma data a ser definida.

A retomada das escolas paulistas está condicionada à permanência, por 28 dias seguidos, de todas as regiões do Estado na fase amarela do Plano São Paulo, menos restritiva e que autoriza, entre outros pontos, o funcionamento de bares, restaurantes e salões de beleza por 6h/dia e com parte da capacidade total.

A regressão do Vale do Ribeira à fase vermelha, porém, impede que o Estado permaneça os 28 dias na fase amarela até o dia 8 de setembro.

Para avançar de fase, a região precisa se estabilizar, conforme critérios como disponibilidade e ocupação dos leitos de UTI e número de novas infecções e mortes na última semana, por, pelo menos, 15 dias.

Com a regressão do Vale do Ribeira hoje, serão necessários mais 15 dias para um eventual avanço para a fase laranja, o que ocorreria em 14 de agosto. Depois, seriam necessários, conforme prazos estabelecidos pelo governo, mais 15 dias para chegar à amarela – o que seria possível em 28 de agosto.

No entanto, vale ressaltar que essa área do Estado é muito volátil e pode se recuperar rapidamente, subindo “dois degraus” novamente de volta para a fase amarela em poucos dias. Por isso, ainda não é possível cravar o atraso no retorno às aulas, conforme previsto para início de setembro.

As três áreas que estão na fase vermelha hoje são Ribeirão Preto, Franca e Piracicaba. Essas três microrregiões preocupam mais o grupo de trabalho que lidera o plano de retomada que o Vale do Ribeira e as demais partes do Estado.

Se Ribeirão Preto, Franca e Piracicaba não avançarem de fase na semana que vem, aí, sim, a revisão da data de volta às aulas ocorrerá com certeza.