São Paulo Viaduto que cedeu na marginal deve ser reaberto em março em SP

Viaduto que cedeu na marginal deve ser reaberto em março em SP

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, diz que a liberação está prevista para 18 de março. O local foi interditado no dia 15 de novembro do ano passado

Viaduto que cedeu na marginal Pinheiros

Viaduto da marginal Pinheiros, em São Paulo, cedeu dois metros no dia 15 de novembro

Viaduto da marginal Pinheiros, em São Paulo, cedeu dois metros no dia 15 de novembro

Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo – 16.11.2018

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta terça-feira (12) que o viaduto da marginal Pinheiros, que foi interditado no dia 15 de novembro do ano passado por ceder dois metros, poderá ser aberto para a circulação de carros leves no dia 18 de março.

O tucano vistoriou a instalação das fibras de carbono no tabuleiro, material mais resistente e durável que substitui o aço, e também acompanhou a recuperação da junta de dilatação e a troca dos aparelhos de apoio de dois pilares — o investimento nesta etapa foi de R$ 19,9 milhões.

Leia mais: SP só gastou 5% do previsto com manutenção de viadutos e pontes

Segundo o prefeito, serão feitos alguns testes durante o período do carnaval. “As obras de manutenção poderão ser feitas já com o viaduto sendo utilizado pela população com carros leves. Vamos fazer uma fase de testes para poder comprovar e, caso os testes confirmem essa hipótese, o viaduto será liberado para carros leves a partir do dia 18 de março”.

Covas confirmou que o edital de licitação para recuperar o restante da estrutura do viaduto será lançado na próxima semana. O valor é estimado em R$ 10 milhões. Entre as principais intervenções estão previstas: trocas de juntas de apoio, de duas juntas de dilatação (no começo e no final da estrutura) e dos guarda-corpos, além da correção de fissuras nos pilares.

Outra novidade é que a velocidade de circulação dos trens da linha 9 Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) volta ao normal nesta terça (12). Os trens estavam operando em velocidade reduzida desde o dia 19 de novembro. Esta foi uma das medidas adotadas para a preservação do viaduto.

Veja também: 'Não havia nenhuma indicação', diz prefeito após viaduto ceder em SP

Histórico

Poucas horas após o incidente, no dia 15 de novembro de 2018, foi iniciado o escoramento de 120 dos 200 metros da parte da pista (tabuleiro) que cedeu. Ao lado do pilar sobre o qual a pista cedeu, foi feito outro de apoio, com três macacos hidráulicos, para alivio do peso do tabuleiro.

Após 15 dias, foi iniciada a operação para que fosse reerguida a estrutura. O processo, conhecido na engenharia como macaqueamento, foi concluído uma semana antes do previsto.

Foram utilizados seis macacos hidráulicos, cada um com capacidade para erguer 300 toneladas. A instalação dos equipamentos foi feita sobre um bloco de reação, apoiado em dez estacas. Trabalharam na operação 60 operários e engenheiros da JZ Engenharia, contratada em caráter emergencial para as obras do viaduto; 17 engenheiros, técnicos e topógrafos da São Paulo Obras (SPObras), responsável pelo gerenciamento da obra. Quatro técnicos da CPTM acompanharam a operação, já que durante o macaqueamento a linha 9 Esmerada teve a circulação de trens interrompida, para garantir a segurança dos usuários.

Dois meses após a estrutura ter cedido, a viga recebeu concretagem e foi concluída a reforma de dois pilares, que agora também  contam com pilares de apoio.

Trânsito no entorno

Atualmente, 2,9 km da pista expressa continuam totalmente bloqueados no sentido Castello Branco da marginal, entre o Parque Villa Lobos e o acesso à rodovia Castello Branco — essa interdição é necessária para possibilitar o andamento das obras de recuperação do viaduto avariado, argumenta a pasta.

    Access log