São Paulo Vídeo mostra casal espancado na rua Augusta; vítima diz que ataque foi homofóbico

Vídeo mostra casal espancado na rua Augusta; vítima diz que ataque foi homofóbico

Grupo aparece golpeando rapaz e depois chutando garota perto da rua Peixoto Gomide

  • São Paulo | Caroline Apple, do R7

Foto de jovem mostra boca ferida

Foto de jovem mostra boca ferida

Reprodução

Vídeo que circula desde quarta-feira (1°) nas redes sociais (veja abaixo) mostra uma mulher e um homem sendo espancados na esquina da rua Peixoto Gomide com a rua Augusta, na Consolação, região central de São Paulo. De acordo com o rapaz, os ataques tiveram cunho homofóbico.

As imagens exibem o jovem levando um soco no rosto e caindo e uma mulher sendo agredida com socos e chutes.

G.S.H, de 24 anos, que não quis ser identificado, diz ser o rapaz que aparece no vídeo. Ele afirma que andava com mais três amigos pela rua, quando foi abordado e cercado por quatro homens de aproximadamente 25 anos.

— Usaram o copo de bebida que estávamos na mão como pretexto para se aproximarem. A abordagem foi violenta desde o início. Perguntaram o que estávamos fazendo ali. Logo um deles pegou o copo da minha mão e me deu um soco. Fiquei apagado por cinco minutos. Um casal me protegeu e me tirou do chão, porque estavam me chutando.

De acordo com G., foi enquanto estava desmaiado, que a amiga T.C.L.M., de 24 anos, foi agredida.

Um grupo de meninas cercou a jovem e expulsou os agressores, que só foram embora quando os frequentadores dos bares ao redor decidiram intervir na briga.

Ainda segundo G., os frequentadores dos bares relataram às vítimas que o grupo agressor abordava e xingava todas as mulheres e homossexuais que passavam.

— Achamos que tínhamos feito algo de errado, mas as testemunhas deixaram claro que foi homofobia. Minha amiga tem a voz grave e, por isso, enquanto batiam nela, os agressores perguntavam se ela era mesmo mulher. Acharam que era uma travesti, e, enquanto fugiam, pude ouvir os gritos de 'viadinho'.

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O amigo do casal chegou a ir atrás do grupo com a polícia, mas não o encontrou.

Sem boletim de ocorrência

G. afirma que não fez boletim de ocorrência porque quer que o caso seja registrado como homofobia e não como  briga de rua.

— Ficamos com receio de julgarem o meu comportamento, e não o dos agressores. Por isso, o vídeo será levado para advogados de movimentos GLBT, que nos ajudarão a registrar o crime como homofobia. Foi o que aconteceu. 

Segundo G., a garota que aparece no vídeo passa bem. Ela feriu-se na cabeça e ficou com marcas de agressão no corpo.

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