São Paulo Vítima de presente-bomba tem alta médica e suspeito é procurado

Vítima de presente-bomba tem alta médica e suspeito é procurado

Edileuza Ramalho teve perda auditiva com explosão. Ex-namorado teria planejado crime e enviado artefato com buquê de flores

  • São Paulo | Do R7, com informações da Agência Record

Edileuza Cardoso Ramalho dos Santos, de 49 anos, recebeu alta médica e deixou o hospital de Francisco Morato, na Grande São Paulo, na tarde desta quinta-feira (14). De acordo com o filho da vítima, a mãe teve a audição comprometida com a explosão do suposto presente e teve os ouvidos perfurados. Agora ela vai se recuperar em casa. Já o ex-namorado da vítima, que teria planejado o crime, ainda é procurado pela polícia.

O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. A expectativa era para que o suspeito se entregasse à polícia, o que não aconteceu até o momento. O homem também não foi localizado pelas equipes, que continuam em diligências. Ele já teve a prisão temporária decretada pela Justiça.

Desde o início, a família de Edileuza suspeitava do ex-companheiro da vítima. Ela havia terminado o relacionamento e ele fazia ameaças por e-mail.

Edileuza recebeu um buquê de rosas com um cartão e uma caixa que, ao ser aberta, explodiu causando ferimentos no corpo e destruição de parte da residência. 

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 11h de terça-feira (5), um dos filhos de Edileuza recebeu a encomenda em casa, na avenida Ulisses Guimarães, no Jardim Rosa, em Francisco Morato.

Edileuza foi hospitalizada com queimaduras e perfurações nos ouvidos

Edileuza foi hospitalizada com queimaduras e perfurações nos ouvidos

Reprodução/ Record TV

Segundo o filho, o pacote foi entregue por um motoboy. Após receber a encomenda, o filho tirou uma foto e enviou para a mãe. Edileuza estava viajando com o atual namorado.

De acordo com Jhonata Cardoso dos Santos, de 27 anos, o ex-namorado da mãe havia procurado por ela, demonstrando ciúmes pelo atual namoro.

Por volta das 20h, quando chegou em casa, Edileuza decidiu abrir a encomenda, que estava em cima da mesa da cozinha. Ao desembrulhar o pacote, a vítima observou a presença de fumaça e, na sequência, houve a explosão, que arrancou portas e parte do telhado da residência.

Com a explosão, a mulher ficou caída no chão da cozinha, consciente, com queimaduras no rosto, cabelo, tórax e barriga. Edileuza também sofreu ferimentos no olho direito, queixo, dedo e braço direito. A vítima foi socorrida até a Santa Casa de Francisco Morato.

No momento da explosão, Jhonata estava com a mãe. O jovem foi lançado a aproximadamente um metro de distância e teve escoriações leves no joelho e ouvido, mas não precisou ser internado.

Investigação

O bilhete que acompanhava o pacote era assinado com o nome de um amigo da vítima. No entanto, a família acredita que ele não tenha qualquer envolvimento no caso e só foi escolhido pelo verdadeiro autor do crime para despistar e fazer com que ela abrisse o pacote com explosivos sem desconfiança. 

A polícia já sabe que a bomba era caseira, feita por pregos, e foi preparada pelo próprio suspeito.

Ainda no hospital, Edileuza conversou com a Record TV e disse ter certeza de quem enviou o artefato explosivo. "É um ex-namorado e não o pai dos meus filhos. A gente estava num relacionamento, mas era possessivo. Queria que mostrasse fotos para mostrar onde eu estava e mentiu sobre uma separação", conta.

Em uma mensagem enviada a um dos filhos de Edileuza, o suspeito afirma não ter qualquer envolvimento com o caso. Ele disse que está de férias.

"Como está sua mãe? Na reportagem fala que o ex-marido mandou pacote bomba, perigoso isso. Ela tá falando que seria eu, não tenho nada a ver com essa história. Tô de férias", escreve.

O homem, no entanto, foi reconhecido por funcionárias da floricultura, responsável pelo envio do pacote à Edileuza.

A dona e uma funcionária do estabelecimento, localizado em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, disseram que o suspeito esteve três vezes no local. A primeira visita foi para saber se era possível, além de encomendar flores, entregar junto um presente, que ele mesmo levaria. Dois dias depois, voltou. Escolheu o buquê de rosas, pagou e saiu para buscar a encomenda. Mais tarde, levou uma caixa com o suposto presente que, na verdade, guardava a bomba.

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