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Saúde Agência confirma que vacina de Oxford pode causar coágulos

Agência confirma que vacina de Oxford pode causar coágulos

Órgão regulador europeu já trata tromboembolismo causado pela vacina como reação adversa muito rara do imunizante

  • Saúde | da AFP, com Reuters

Não há fator de risco específico para o desenvolvimento de coágulos, segundo diretor da EMA

Não há fator de risco específico para o desenvolvimento de coágulos, segundo diretor da EMA

Massimo Pinca/Reuters

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) estimou, nesta quarta-feira (7), que os coágulos sanguíneos sofridos por pessoas vacinadas com o imunizante anticovid da AstraZeneca, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, devem ser considerados um efeito colateral "muito raro" do produto.

A EMA estabeleceu "uma possível ligação com casos muito raros de coágulos sanguíneos incomuns, juntamente com níveis baixos de plaquetas sanguíneas", pelo que considera que o balanço entre riscos e benefícios permanece "positivo", de acordo com um comunicado.

Coágulos sanguíneos em pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca podem ser uma resposta imunológica, disse o diretor-executivo da EMA, Emer Cooke, em uma videoconferência.

"Nenhum fator de risco específico, como idade, sexo ou histórico médico foi confirmado", explicou Cooke.

O governo do Reino Unido identificou 79 casos de pessoas que desenvolveram tromboembolismo após receber a vacina Oxford/AstraZeneca, dos quais 19 morreram.

Os casos registrados até o final de março correspondem a 51 mulheres e 28 homens entre 18 e 79 anos, informou June Raine, diretora da agência de medicamentos britânica, MHRA, insistindo que os benefícios da vacina continuam superando os riscos para "a vasta maioria" da população.

Reino Unido não recomenda a vacina para menores de 30 anos

O Reino Unido não deve dar a vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 para menores de 30 anos, quando possível, disse o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI, na sigla em inglês) britânico na quarta-feira (7). 

"Com base nos dados e evidências disponíveis, o JCVI aconselhou que é preferível que uma alternativa à vacina da AstraZeneca seja oferecida a adultos com menos de 30 anos sem condições subjacentes", disse Wei Shen Lim, do JCVI.

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