Novo Coronavírus

Saúde Alemanha: cai o número de novas infecções por coronavírus

Alemanha: cai o número de novas infecções por coronavírus

Pelo terceiro dia consecutivo dados registram queda de novas infecções. A desaceleração da covid-19 aponta para restrições reduzidas no país

  • Saúde | Da EFE, com R7

Merkel e líderes dos 'Länder' se reunirão para estudar a situação sobre a doença

Merkel e líderes dos 'Länder' se reunirão para estudar a situação sobre a doença

Steffen Kugler/ EFE/ EPA/ 18.03.2020

A desaceleração de infecções por covid-19 e o alto número de pacientes recuperados dão novas perspectivas para a Alemanha de um possível alívio nas restrições atuais impostas pelo país para conter a pandemia de coronavírus.

O cálculo das infecções verificadas pelo Instituto Robert Koch (RKI) ficou em 123.016 na segunda-feira (13), um aumento de 2.537 casos em um dia. O número de mortos aumentou para 2.799, contabilizando 126 fatalidades a mais que registradas no boletim de domingo (12).

Segundo esses números, 64.300 pacientes superaram a doença. Em relação às novas infecções, houve queda pelo terceiro dia consecutivo.

Essa estatística é provisória, já que durante os feriados os dados de todo o país podem não ter sido totalmente calculados e verificados. Hoje (13) ainda é feriado na Alemanha e até amanhã (14) haverá uma atualização mais completa do RKI.

A Universidade Johns Hopkins dos EUA, com um sistema mais dinâmico de coleta de dados, colocou nesta segunda o número de infecções na Alemanha em 127.854, o de mortes em 3.022 e o de pacientes recuperados em 64.793.

Aguardando decisões políticas

A Alemanha é o quinto país mais afetado pela pandemia - depois dos Estados Unidos, Espanha, Itália e França. Mas a evolução relativamente positiva provocou expectativas de um relaxamento das restrições acordadas entre o governo da chanceler Angela Merkel e as potências regionais.

Desde 22 de março, a proibição de reuniões ou passeios de mais de duas pessoas está em vigor em todo o país - expansível, no caso de núcleos familiares ou outras formas de coexistência. Esportes ao ar livre também são permitidos, embora individualmente.

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Cabe a cada governo implementar essas medidas. A Baviera, o estado federal mais afetado, tem sido o mais restritivo, com um fechamento quase completo da vida pública. Outros, como a Renânia do Norte-Vestfália, a mais populosa do país e a segunda em número de infecções, aplicaram fórmulas mais flexíveis.

As autoridades de cada estado federado concordaram que a maioria da população seguiu essas regras e evitou viagens e visitas familiares desnecessárias, mesmo durante as férias da Páscoa.

As restrições atuais entrarão em vigor até pelo menos 19 de abril, final das férias escolares. Na próxima quarta-feira (15), haverá outra reunião entre Merkel e os líderes dos "Länder" para estudar a situação e, quando apropriado, chegar a acordo sobre novas medidas.

Recomendações científicas

O grupo de pesquisadores científicos da Academia Superior Leopoldina, cuja opinião Merkel descreveu como chave para futuras decisões, emitiu suas recomendações nesta segunda, incluindo a "abertura imediata" da atividade escolar.

Isso não afetaria jardins de infância ou os primeiros anos escolares, mas afetaria estudantes a partir dos dez anos de idade, entre os quais regras de distância e uso de máscaras podem ser impostas.

Os especialistas da Leopoldina estabelecem como pré-condição que os números de infecção "permaneçam em um nível baixo consolidado" e que os parâmetros de higiene sejam mantidos em um "nível alto" em todas as áreas da vida pública.

Nesse contexto, as atividades comerciais, trabalhistas e administrativas poderiam ser "gradualmente retomadas", bem como, nas fases subsequentes e sem especificar prazos, eventos sociais, culturais, esportivos e até viagens particulares ou de trabalho.

Apoio à invisibilidade de Merkel

A própria Merkel pediu repetidamente que seus compatriotas fossem pacientes e observassem a disciplina. O líder alemão insistiu que são restrições temporárias, embora sem definir prazos.

A maioria dos cidadãos - 64%, de acordo com uma pesquisa de televisão pública da ARD - aprova a grande coalizão de Merkel. O bloco conservador do chanceler tem uma estimativa de votos de 37%, sua melhor porcentagem nesta legislatura.

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