Coronavírus

Saúde Alemanha libera 3ª dose de vacina contra covid a partir de setembro

Alemanha libera 3ª dose de vacina contra covid a partir de setembro

País pretende aplicar reforço em indivíduos idosos, vulneráveis e também em profissionais de saúde

AFP
Reforço ocorrerá no momento em que variante Delta preocupa Europa

Reforço ocorrerá no momento em que variante Delta preocupa Europa

STEFANIE LOOS/AFP

A Alemanha começará, em 1º de setembro, a aplicar uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 às pessoas mais velhas e vulneráveis, assim como a quem não recebeu a injeção com a tecnologia de RNA mensageiro, anunciou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (2).

"As vacinações de reforço serão feitas com uma das duas vacinas de RNA mensageiro [Pfizer ou Moderna]", informou o ministério, que afirma que esta decisão é "do interesse da atenção sanitária preventiva".

O ministério garante se basear em estudos recentes que apresentam "uma resposta imunológica reduzida ou em rápida diminuição após uma vacinação completa contra a covid-19" em certos grupos, como as pessoas imunosuprimidas ou idosos.

Também vai convidar os profissionais da saúde que lidam com esses grupos a tomarem esta dose adicional.

A vacina de reforço será administrada "geralmente ao menos seis meses" depois da primeira vacinação completa.

Além disso, também recomendará de modo geral a quem já tenha recebido os imunizantes da AstraZeneca ou Janssen que tomem uma dose adicional de vacinas de RNA mensageiro (Pfizer ou Moderna).

Segundo esses dois últimos laboratórios, uma dose adicional garante uma proteção reforçada, especialmente contra a propagação da variante Delta.

Alguns países, como Israel, já adotaram o princípio de administrar uma dose de reforço contra a covid-19. Em outros, esta questão gera debate.

Também levanta dúvidas entre grandes agências internacionais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o FMI (Fundo Monetário Internacional), que no sábado pediram para priorizar a vacinação completa em países menos desenvolvidos, onde uma porcentagem muito baixa da população está imunizada.

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