Coronavírus

Saúde Anvisa alerta para risco de miocardite após vacina da Pfizer

Anvisa alerta para risco de miocardite após vacina da Pfizer

Comunicado da agência brasileira ocorre após efeito adverso ter sido relatado em jovens nos Estados Unidos

  • Saúde | Do R7

Reação adversa no coração pode acontecer com vacinas da Moderna e Pfizer

Reação adversa no coração pode acontecer com vacinas da Moderna e Pfizer

Phill Magakoe/AFP - 17.05.2021

Duas semanas após a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA) emitir um alerta para casos raros de miocardite e pericardite associados às vacinas de RNA mensageiro da Pfizer e Moderna contra covid-19, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou um comunicado semelhante nesta sexta-feira (9).

Apenas o imunizante da Pfizer está em uso no Brasil. Mesmo assim, o órgão regulador brasileiro reproduz o entendimento da FDA ao dizer que "há riscos aumentados para a ocorrência de miocardite e pericardite, particularmente após a aplicação da segunda dose das vacinas".

"Os sintomas — dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos — surgem alguns dias após a vacinação", explica a nota de hoje.

Assim como a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Anvisa mantém a recomendação de continuidade da imunização com a vacina da Pfizer, dentro das indicações descritas em bula, "uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos". 

Ainda segundo a agência brasileira, não há até o momento relatos desse tipo de efeito adverso em indivíduos vacinados com a Pfizer no Brasil.

"A situação indica necessidade de uma maior sensibilização por parte dos serviços e profissionais de saúde para o adequado diagnóstico, tratamento e notificação de casos. A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica de pacientes com quadro de miocardite e pericardite", acrescenta.

Nos EUA, identificou-se que os casos de miocardite após a segunda dose de vacinas de RNA foram mais comuns em jovens de 12 a 24 anos.

A recomendação é que qualquer pessoa que apresente os sintomas descritos acima após a segunda dose da Pfizer procure atendimento médico imediato.

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