Saúde Anvisa alerta sobre falsificação de remédio indicado para doença rara

Anvisa alerta sobre falsificação de remédio indicado para doença rara

Lotes adulterados de soliris foram identificados durante fiscalização em parceria com a Polícia Civil e a Coordenação de Vigilância Sanitária de SP

  • Saúde | Do R7

Falsificação de remédios bateu recorde no Brasil

Falsificação de remédios bateu recorde no Brasil

Pixabay

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou um alerta sobre a circulação no Brasil de lotes falsificados do medicamento soliris, indicado para o tratamento de doenças raras que afetam o sistema sanguíneo e os rins

De acordo com a agência reguladora, a alteração foi identificada durante fiscalização realizada em parceria com a Polícia Civil e a Coordenação de Vigilância Sanitária do município de São Paulo. 

A OMS (Organização Mundial da Saúde), agência subordinada à ONU (Organização das Nações Unidas), classifica um remédio como "fraudulento" quando são identificadas alterações em relação à identidade visual, origem e, também, produção da substância.

Veja os lotes identificados até o momento no País: 

- 1003254 (validade 05/2021);
- 1000706 (validade 07/2021), cuja validade original é 06/2020;
- 1000736 (validade 07/2022), cuja validade original é 07/2021;
- 1000584 (validade 03/2021), com embalagens em inglês (a embalagem original é em turco);
- 1000602 (validade 02/2021), com embalagens em inglês (a embalagem original é em italiano).

Falsificação bate recorde

No mês passado, segundo a Anvisa, a falsificação de medicamentos bateu recorde em meio à pandemia de covid-19 no Brasil.

De acordo com o órgão federal, em 2018 foram identificadas três ocorrências, no ano seguinte quatro. Já nos seis primeiros meses de 2020, o número saltou para cinco.

Entre os casos, há uma incidência maior entre remédios de alto custo. Lotes de Harvoni, por exemplo — que é indicado para o tratamento da hepatite C crônica—, estão entre as falsificações.

As organizações criminosas têm atuado, principalmente, durante o processo de importação e venda de medicamentos no País. "Os produtos médicos falsificados são, normalmente, transportados por avião ou barco, muitas vezes usando rotas diferentes das usuais", alerta.

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