Saúde Anvisa analisa uso emergencial de coquetel de anticorpos contra covid

Anvisa analisa uso emergencial de coquetel de anticorpos contra covid

Medicamentos biológicos foram liberados nos Estados Unidos, mas apenas para casos leves e moderados da doença

  • Saúde | Do R7

Os dois produtos são aplicados simultaneamente

Os dois produtos são aplicados simultaneamente

Divulgação/Eli Lilly

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu, nesta terça-feira (30), um pedido feito pela farmacêutica Eli Lilly para uso emergencial de uma combinação de anticorpos monoclonais no tratamento de pacientes com covid-19.

Trata-se dos medicamentos biológicos banlanivimabe e etesevimabe, usados juntos e destinados a adultos e pacientes pediátricos (acima de 12 anos), que pesem mais de 40kg, com quadros leve ou moderado da doença.

Os técnicos vão analisar nas próximas 24 horas toda a documentação recebida e verificar se há pendências. Caso não haja, o prazo para um parecer da agência é de 30 dias.

"Para fazer a avaliação, a Anvisa utilizará o relatório técnico emitido pela autoridade americana (Food Drug Administration- FDA), os dados apresentados no processo e as informações apresentadas na reunião de pré-submissão realizada com a Anvisa em 15/03/2021", diz nota do órgão regulador.

O coquetel foi aprovado pela agência dos Estados Unidos no começo de fevereiro e não pode ser utilizado por pacientes hospitalizados com covid-19 que necessitem suplementação de oxigênio.

"Anticorpos monoclonais, como bamlanivimabe e etesevimabe, podem estar associados a piores desfechos clínicos quando administrados a pacientes hospitalizados com covid-19 que requerem oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica", afirma a FDA.

"Os anticorpos monoclonais são proteínas feitas em laboratório que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus. O bamlanivimab e o etesevimab são anticorpos monoclonais especificamente dirigidos contra a proteína spike do SARS-CoV-2, concebidos para bloquear a adesão do vírus e a entrada nas células humanas. O bamlanivimabe e o etesevimabe se ligam a locais diferentes, mas sobrepostos, na proteína do pico do vírus", explica a agência dos EUA.

Estudos apresentados pela farmacêutica à FDA mostraram que as duas drogas reduziram a hospitalização em pacientes com alto risco de progredir para casos graves de covid-19.

O ensaio analisou 1.035 adultos que não estavam internados, mas tinham sintomas de covid-19. Metade recebeu o coquetel e a outra metade tomou placebo.

Dentre os que receberam bamlanivimabe e etesevimabe, houve redução de 70% das hospitalizações ou mortes na comparação com os que tomaram placebo.

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