Saúde Anvisa autoriza início da aplicação da ButanVac em voluntários

Anvisa autoriza início da aplicação da ButanVac em voluntários

Em nota, a agência informou que 400 pessoas com mais de 18 anos devem participar da primeira etapa dos testes clínicos da vacina

  • Saúde | Do R7

A ButanVac é criada dentro de ovos embrionados, sem necessidade de insumos importados

A ButanVac é criada dentro de ovos embrionados, sem necessidade de insumos importados

Pacific Press/via Reuters

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, nesta quarta-feira (7), que o Instituto Butantan inicie a aplicação da ButanVac nos voluntários inscritos para os testes da vacina contra a covid-19. O imunizante será aplicado em duas doses, com um intervalo de 28 dias entre elas.

Em nota, a agência informou que o instituto apresentou os dados que estavam pendentes para dar início ao estudo clínico da vacina. “A decisão foi tomada após reunião entre a equipe técnica da Agência com o Instituto Butantan. A equipe técnica da Anvisa considerou os dados suficientes para que o estudo seja realizado”, diz a nota.

A pesquisa de fase 1 e 2 será dividida em três etapas (A, B e C). Com a autorização, o Butatan dará início a etapa A, que vai envolver 400 voluntários. Ao todo, seis mil voluntários com mais de 18 anos devem participar das duas primeiras fases do estudo da ButanVac.

O estudo será realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade da São Paulo) e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP).

Como funciona a ButanVac?

A ButanVac começou a ser desenvolvida há um ano. Ela utiliza a mesma tecnologia da vacina da gripe, já fabricada pelo Butantan. O imunizante é feito a partir de um vírus de gripe aviária inativado, chamado Newcastle.

Esse vírus funciona como vetor para transportar a proteína Spike, que é por onde o coronavírus se liga às células humanas. Esse fragmento da proteína Spike instrui o corpo a induzir a resposta imune contra a covid-19.

A nova vacina usará a proteína da variante Gama, de acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, cepa do coronavírus predominante no país.

Assim como a vacina da gripe, a ButanVac é criada dentro de ovos embrionados, não havendo necessidade de insumos importados. O número e intervalo das doses serão definidos após o fim dos testes clínicos.

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