Coronavírus

Saúde Anvisa: Belcher e Vital Brazil não representam mais CanSino no país

Anvisa: Belcher e Vital Brazil não representam mais CanSino no país

Empresas perderam autorização para produzir e representar vacina chinesa; Ministério pretendia comprar 60 milhões de doses

  • Saúde | Do R7

Laboratório chinês tirou autorização de brasileiras para produzir vacina no país

Laboratório chinês tirou autorização de brasileiras para produzir vacina no país

Divulgação/CanSino

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, no domingo (27), que as empresas Belcher Farmacêutica do Brasil e Instituto Vital Brazil não têm mais autorização para representar e produzir a vacina contra a covid-19 Convidecia, no Brasil, conforme informou à agência a farmacêutica chinesa CanSino Biologicals. 

O comunicado da empresa da China cita a revogação da autorização concedida à Belcher e informa que as brasileiras não podem fazer pedido de autorização de uso emergencial, registro, autorização de comercialização, bem como atividades de preparação e distribuição do imunizante. 

A Belcher entrou com pedido de uso emergencial da vacina CanSino no dia 18 de maio e a Anvisa estava analisando. A partir do comunicado, a agência estuda o que fazer.

No dia 18 de junho, o órgão regulador brasileiro tinha informado ao Ministério da Saúde que os laboratórios brasileiros haviam perdido a autorização para representar a vacina no Brasil. A pasta tinha assinada uma intençao de compra de 60 milhões de doses do imunizante. 

O contrato entre o Ministério e a Belcher será analisado pela CPI da Covid, já que o governo brasileiro compraria as doses ao preço de US$ 17 por unidade (aproximadamente R$ 85). O valor é ainda mais alto do que seria pago pela Covaxin, US$ 15 (R$ 80,70, na cotação da época), que também está sendo investigado na Comissão. 

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