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Saúde Anvisa encerra pedido de uso emergencial da vacina da CanSino

Anvisa encerra pedido de uso emergencial da vacina da CanSino

Dissenso comercial entre farmacêutica chinesa e representantes brasileiras deve atrasar processo de liberação do imunizante

  • Saúde | Gabriel Croquer, do R7

Governo 
já assinou contrato de intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina

Governo já assinou contrato de intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina

Edgard Garrido/Reuters

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta segunda-feira (28) encerrar o processo da autorização temporária de uso emergencial, da vacina Convidecia, da farmacêutica chinesa CanSino. A decisão ocorreu depois da agência decidir que as empresas Belcher Farmacêutica do Brasil e Instituto Vital Brazil não têm mais autorização para representar e produzir a vacina, conforme informado pela CanSino.

"Aplica-se, ao caso, o disposto no inciso I do art. 9º da Lei nº 9.784/99, por perda de legitimidade da empresa Belcher Farmacêutica do Brasil Ltda e do Instituto Vital Brazil S.A. para atuarem interessados no presente processo administrativo", escreveu a Anvisa em nota.

A Belcher entrou com pedido de uso emergencial da vacina CanSino no dia 18 de maio. Um mês depois, porém, a Anvisa soube da CanSino sobre saber da perda de autorização das empresas de sua vacina.

Em 21 de junho de 2021, a Anvisa foi informada por representantes da Belcher informaram que o problema surgiu após um dissenso comercial. A CanSino já pediu por substituição de representante no Brasil para seguir com as tratativas na Anvisa. 

O Ministério da Saúde assinou intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina Convidecia, em acordo que será analisado pela CPI da Covid. O governo brasileiro compraria as doses ao preço de US$ 17 por unidade (aproximadamente R$ 85), em valores ainda mais altos do que os pagos pela Covaxin, US$ 15 (R$ 80,70, na cotação da época), também alvo de investigação pelo Congresso.

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