Coronavírus

Saúde Anvisa pede à Fiocruz dados sobre dose de reforço da AstraZeneca

Anvisa pede à Fiocruz dados sobre dose de reforço da AstraZeneca

Estudo divulgado hoje mostra que eficácia do imunizante cai de 77% após um mês para 67% depois de seis meses

Agência quer saber se há embasamento para aplicação de eventual reforço

Agência quer saber se há embasamento para aplicação de eventual reforço

FERNANDO SILVA /FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) solicitou nesta quarta-feira (25) que a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), produtora da vacina contra covid-19 da AstraZeneca no Brasil, envie informações que embasem, ou não, a aplicação de um reforço do imunizante.

Os técnicos querem saber se há dados científicos ou regulatório que possam subsidiar uma injeção adicional.

"A agência também solicitou que a empresa agende uma reunião com os técnicos da Anvisa para discutir dados que possam estar disponíveis e também estudos em andamento, cronogramas e resultados interinos. A reunião deve acontecer na próxima semana", diz o órgão regulador em nota.

O pedido ocorre no mesmo dia em que um estudo britânico concluiu que a taxa de prevenção contra casos sintomáticos de covid-19 da vacina da AstraZeneca cai de 77% um mês após após a segunda dose para para 67% depois de seis meses.

A preocupação dos autores do estudo é que esta taxa seja ainda menor em idosos, por exemplo, que já têm uma resposta imunológica mais fraca.

Mesmo sem haver estudos concluídos no Brasil, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta quarta-feira que idosos e pessoas imunossuprimidas poderão tomar uma terceira dose de vacina a partir do dia 15 de setembro. O imunizante aplicado será o da Pfizer/BioNTech.

Em paralelo, o ministério aguarda resultados de um estudo de doses de reforço que é conduzido pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Ao todo, 1.200 pessoas que receberam a CoronaVac vão tomar uma dose de uma das quatro vacinas em uso no país: CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer ou Janssen.

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