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Saúde Anvisa também investiga formação de coágulos após vacina de Oxford

Anvisa também investiga formação de coágulos após vacina de Oxford

Dos cinco casos de tromboembolismo notificados, em quatro não foi estabelecida relação com produto; um continua sendo apurado

Alguns países europeus suspenderam uso da vacina Oxford/AstraZeneca

Alguns países europeus suspenderam uso da vacina Oxford/AstraZeneca

Fabian Bimmer/Reuters

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta sexta-feira (12) que recebeu cinco notificações de pessoas que tiveram tromboembolismo (formação de coágulos) após receberem a vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil.

A gerente de Farmacovigilância da Anvisa, Helaine Carneiro Capucho, ressaltou que quatro casos já foram apurados e apenas um continua sendo analisado.

Ela afirmou que nas investigações já concluídas, "não é possível afirmar que foi a vacina que causou o evento adverso", já que o imunizante começou a ser aplicado primeiro em pessoas mais velhas.

"Idosos podem ser acometidos por essas doenças independente de vacinação ou não."

A informação chega no momento em que alguns países da Europa decidiram suspender o uso total ou parcial do produto da AstraZeneca após problemas de coagulação em pacientes que haviam recebido a vacina.

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) conduz uma investigação sobre o tema, mas afirmou ontem não acreditar que houvesse algo relacionado a um lote específico.

As autoridades austríacas suspenderam a utilização de um lote da vacina contra covid-19 fabricada pela farmacêutica AstraZeneca, depois que uma pessoa vacinada foi diagnosticada com trombose múltipla — formação de coágulos sanguíneos — e morreu dez dias depois.

A gerente da Anvisa ressaltou que as vacinas usadas na Europa são produzidas diretamente pela AstraZeneca, enquanto os lotes enviados ao Brasil são do Instituto Serum da Índia.

Ela reforçou que os eventos adversos de tromboembolismo reportados foram apenas cinco em um universo de cerca de 3 milhões de pessoas que já receberam a vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil.

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