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Saúde Anvisa: testes da Johnson só serão retomados após aprovação do órgão

Anvisa: testes da Johnson só serão retomados após aprovação do órgão

Imunizante teve testes suspensos na segunda-feira (12) depois que um voluntário apresentou reação adversa grave; testes seriam realizados no país

  • Saúde | Do R7

Hospital Puc de Campinas (SP) que iria realizar testes da vacina da Johnson

Hospital Puc de Campinas (SP) que iria realizar testes da vacina da Johnson

LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Anvisa recebeu nesta terça-feira (13) um comunicado da empresa Janssen, divisão farmacêutica da empresa Johnson & Johnson, sobre a interrupção dos testes da vacina contra a covid-19 depois que um voluntário no exterior apresentou uma reação adversa grave, não divulgada.

Maiores detalhes sobre o evento e o estado de saúde do voluntário permanecem em sigilo, afirmou a Anvisa por meio de nota. Caso similiar ocorreu com a vacina de Oxford, que também realiza testes no país. Os testes globais chegaram a ser suspensos por três dias depois que uma voluntária no Reino Unido apresentou mielite transversa, uma manifestação neurológica que afeta os nervos periféricos da coluna. 

O imunizante está sendo testado em diversos países, entre eles o Brasil. O estudo previa o teste em 7 mil voluntários distribuídos em 28 centros de pesquisa em São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

A inclusão do primeiro voluntário no estudo no país ocorreu em 9 de outubro. Novas inclusões só poderão ser feitas após autorização da Anvisa. "A agência procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente, baseada nos de segurança e avaliação risco/benefício", informou por meio de nota.

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"O estudo continuará interrompido até haja investigação de causalidade por parte do Comitê Independente de Segurança, como parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas", acrescentou.

Chamada Ad26.COV2.s., a vacina é composta de um adenovírus geneticamente modificado, que não possui a capacidade de se replicar. Ele é um vetor para codificar a proteína S (spike), essencial para a entrada do coronavírus nas células.

A vacina da Johnson utiliza o adenovírus Ad26, segundo divulgado pela empresa, o mesmo da vacina russa. A diferença é que a vacina russa também utiliza o adenovirus Ad5.

Diferentemente das demais candidatas à vacina contra a covid, é adminstrada em apenas uma dose. Além disso, não requr refrigeração abaixo de zero, o que facilitaria sua distribuição. "Pode ser armazenada e permanecer estável por períodos prolongados a - 20°C por até 2 anos e entre 2-8°C por três meses. Isto a torna compatível com os canais de distribuição padrão de vacinas e não exigirá uma nova infraestrutura para chegar às pessoas", segundo dados divulgados pela empresa.

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