Saúde Após tomar remédio para emagrecer, chef diz que "ficava irritada com tudo" e não tinha vontade de comer

Após tomar remédio para emagrecer, chef diz que "ficava irritada com tudo" e não tinha vontade de comer

Graziella desistiu de usar o medicamento em apenas uma semana, após passar mal

Após tomar remédio para emagrecer, chefe diz que "ficava irritada com tudo" e não tinha vontade de comer

Camila Rossi (à esquerda); Graziella Olio (centro) e Melissa Rossi (à direita) tiveram más experiências com remédios

Camila Rossi (à esquerda); Graziella Olio (centro) e Melissa Rossi (à direita) tiveram más experiências com remédios

Arquivo Pessoal/Fotomontagem R7

Bastou uma semana para a chef pâtisserie Graziella Olio, de 30 anos, sentir a diferença no corpo e na mente após tomar sibutramina, um dos remédios recomendados para emagrecer. Em sete dias, ela perdeu quatro quilos na balança, mas ganhou ataques de “choro por qualquer coisa”, além de ficar irritada com um simples “clipe que caía no chão”. Por isso, não pensou duas vezes ao largar em tão pouco tempo o tratamento.

— Tomei uma semana só e não me adaptei. Fiquei muito depressiva e muito nervosa. Também não tinha paciência nenhuma, por exemplo, caía uma folha era motivo para eu brigar. Fiquei depressiva também. Bastava alguém falar um pouco mais alto comigo que já era motivo para eu chorar.

Além das alterações em seu comportamento, Graziella conta que o fato de não ter vontade de comer era o que mais lhe incomodava. Segundo ela, a sensação era de que seu “estômago estava colado nas costas”.

Remédio para emagrecer pode causar insônia, dores de cabeça e até infarto

— Olhava para comida e parecia que eu estava olhando para a parede, não sentia nada. Não tinha apetite nenhum, isso me assustou muito. Só chorava. Em um domingo saí para almoçar com meu pai, e ele falou alguma coisa para mim que me fez começar a chorar. Uma coisa besta, sabe? Então pensei: “Chega, não vou mais tomar isso”.

Vício e problemas familiares

Diferentemente de Graziella, a publicitária Camila Rossi, de 27 anos, trocou o bem-estar com a família pelos medicamentos. Por quase dez anos, dos 15 anos aos 23 anos de idade, ela tomou fórmulas para perder peso, que continham anfetamina (substância já proibida no Brasil). Assim como a chef pâtisserie, ela viveu anos e anos com irritações constantes e insônia que quase a fizeram perder o namorado, hoje, seu marido.

— Eu não era gorda, estava uns 10 quilos acima do peso quando comecei a tomar. Na verdade, queria emagrecer para minha festa de 15 anos e minha mãe me levou ao médico para tomar. Mas quem estava à minha volta sofria muito porque eu só andava nervosa, muito estressada, brigava direto com minha mãe, com o namorado e tinha muita insônia.

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Segundo Camila, apesar de todos os efeitos colaterais, ela sentia “vício” no remédio e achava “a coisa mais maravilhosa do mundo” poder comer tudo que queria e não engordar.

— Ficava pilhada no relógio para chegar a hora de tomar o remédio, às 10h e às 17h, e sentia alívio quando tomava. Mas têm uns três anos que parei porque iria casar e meu marido me pediu porque nossa convivência não seria boa se eu não fizesse isso.  

Hoje, aos 90 quilos, Camila diz que luta com dietas e exercícios físicos para perder peso. Além disso, ela conta que a disputa com a balança não é fácil por causa de um problema que tem em sua tireoide.

— Meu médico ainda me disse que talvez essa dificuldade da minha tireoide em funcionar bem seja reflexo do uso há longo prazo destas fórmulas.

Alimentação e esporte

Assim como a publicitária, Graziella, que pesa 56,5 kg, garante que prefere ser “louca por dietas” a ter que tomar remédio novamente. Ela ainda diz que os exercícios físicos fazem parte de sua rotina diária.

A aposta pela ginástica e uma excelente alimentação também fazem parte da rotina da jornalista Melissa Rossi, de 31 anos, depois de também ter tomado remédios para emagrecer. Entre 2008 e 2009, ela conseguiu perder 15 quilos com a ajuda de fórmulas de medicamentos para emagrecer. Na adolescência, ela também provou por poucos meses a sibutramina, e não conseguiu se adaptar por causa dos efeitos colaterais, como a irritabilidade.

— Sempre fui efeito sanfona. Engordava e emagrecia. Nunca fui uma pessoa obesa, mas na época, o remédio me ajudou a conseguir perder peso em pouco tempo, deu uma revolucionada. Depois procurei manter o peso sem ter que ser escrava de remédios. Faço yoga três vezes por semana e recorro a alimentos saudáveis. Não sou chegada a doces e procuro comer comidas feitas em casa, nada de enlatados.