Coronavírus

Saúde AstraZeneca nega baixa eficácia da vacina de Oxford em idosos

AstraZeneca nega baixa eficácia da vacina de Oxford em idosos

Farmacêutica que desenvolveu vacina diz que mídia alemã, que divulgou eficácia de menos 10%, está completamente errada

A vacina de Oxford integra o plano de vacinação do Brasil contra a covid-19

A vacina de Oxford integra o plano de vacinação do Brasil contra a covid-19

Gareth Fuller/PA Wire/Pool via Reuters

Após a mídia alemã informar durante o fim de semana que a vacina anti-covid desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca teria uma eficácia menor de 10% em idosos acima de 65 anos, a empresa se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Segundo a farmacêutica, os dados apresentados nas matérias dos jornais Handelsblatt e Bild estão "completamente errados".

Já o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, informou que as reportagens "são pura especulação" e que o governo não teme a aprovação do imunizante AZD 1222 - afirmando ainda que o valor de 8% de eficácia foi feito por uma confusão de dados.

Conforme Spahn, o estudo mostra que "cerca de 8% dos participantes nos testes de eficácia da AstraZeneca tinham entre 56 e 69 anos, e três a quatro por cento tinham acima dos 70".

"Isso não é o número da eficácia de apenas 8% entre idosos", acrescentou o ministro.

No entanto, tanto o governo alemão como diversos cientistas já se manifestaram preocupados com o fato de poucos idosos terem sido incluídos na fase 3 de testes. O problema, inclusive, foi destacado no estudo publicado pela revista científica The Lancet no início de dezembro.

Outra dúvida sobre a eficácia da vacina da Oxford/AstraZeneca vem pelo fato de ter ocorrido um erro durante os testes, em que um grupo recebeu duas doses completas do imunizante e outro recebeu uma dose e meia. No primeiro, a eficácia global foi de 62% e, no segundo, foi de 90% - dando uma média de 70,4% de prevenção.

No fim de dezembro, pouco antes do governo do Reino Unido ser o primeiro a dar a aprovação para uso emergencial da vacina, o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, informou em entrevista ao The Sunday Times que foi encontrada "uma fórmula vencedora" que "garante" uma eficácia de 95% na prevenção da covid-19" e de "100% contra formas graves".

É esperado que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) dê a liberação para uso emergencial da AZD 1222 até o fim desta semana. No entanto, de acordo com as matérias dos jornais alemães, o governo de Berlim está preocupado que a autorização não seja dada aos maiores de 65 anos - apenas para outros grupos prioritários.

Além do Reino Unido, a vacina Oxford/AstraZeneca já está sendo aplicada no Brasil, na Índia, na Argentina, entre outros. E, em todos, a liberação foi para maiores de 18 anos sem limite de idade.

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