Novo Coronavírus

Saúde AstraZeneca reduz a eficácia da vacina de Oxford de 79% para 76% 

AstraZeneca reduz a eficácia da vacina de Oxford de 79% para 76% 

Farmacêutica que desenvolve o imunizante atualizou estudo realizado nos EUA após autoridades locais exigirem revisão

  • Saúde | Da EFE

A vacina de Oxford está sendo aplicada no Brasil e produzida no país pela Fiocruz

A vacina de Oxford está sendo aplicada no Brasil e produzida no país pela Fiocruz

Flavio Lo Scalzo - 19.mar.2021/Reuters

A companhia farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca reduziu a eficácia da vacina contra o novo coronavírus que desenvolveu de 79% para 76%, na atualização de um estudo realizado nos Estados Unidos, depois que autoridades locais exigiram a revisão dos dados iniciais do agente imunizante.

Os resultados, que são muito parecidos aos originais, também indicam uma eficácia de 85% contra casos sintomáticos da covid-19 entre os maiores de 65 anos e de 100% contra casos graves da infecção contra internações em hospitais.

O estudo foi realizado com a participação de 32.449 voluntários nos EUA, Chile e Peru. Cada integrante desse grupo recebeu duas doses da vacina da AstraZeneca ou então um placebo.

Em comunicado, o vice-presidente executivo da companhia, Mene Pangalos, afirmou que "a análise principal é consistente com a análise provisória publicada anteriormente. Além disso, o dirigente disse que fica confirmado que a vacina é "altamente eficaz em adultos, incluindo os de 65 anos ou mais.

Pangalos ainda lembrou que a AstraZeneca tem a intenção de solicitar aos órgãos reguladores dos Estados Unidos uma autorização de emergência para a distribuição do agente imunizante no país.

Na última segunda-feira (22), a companhia divulgou eficácia de 79% da vacina, o que a Casa Branca, em nota, classificou como "alentador". No entanto, um painel independente de especialistas que assessora o governo de Joe Biden expressou preocupação, ao indicar que os dados utilizados no estudo poderiam estar desatualizados.

A partir desta notificação, o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA exigiu que a AstraZeneca trabalhasse junto com o grupo de especialistas para fazer a "revisão dos dados de eficácia e garantir indicadores mais precisos e atualizados".

Na semana passada, países europeus, como Alemanha, Espanha, França, Itália, entre outros, suspenderam por alguns dias a aplicação da vacina desenvolvida pela companhia anglo-sueca, após o registro de casos de trombose em pessoas que tinham sido imunizadas.

Os Estados Unidos compraram 300 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, embora ainda não tenha autorizado o uso.

Com esse lote, além dos agentes imunizantes que adquiriu da Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson, há nos EUA imunizantes para vacinar toda a população do país.

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