'Até agora, tudo bem', diz AstraZeneca sobre testes de vacina

Farmacêutica é responsável pela comercialização de potencial imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido

Brasil participa de testes da vacina de Oxford

Brasil participa de testes da vacina de Oxford

Amanda Perobelli / Reuters - 24.6.2020

A AstraZeneca disse nesta quinta-feira que está tendo bons resultados de sua vacina contra covid-19, já na fase de testes de larga escala em humanos e vista amplamente como a líder na corrida por uma vacina contra o novo coronavírus.

A farmacêutica, a empresa britânica mais valiosa na bolsa de valores, também anunciou resultados que superaram suas estimativas de venda e lucro para o segundo trimestre graças às vendas intensas de uma linha diversificada de produtos.

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A companhia registrou lucro principal por ação de US$ 0,96 no segundo trimestre, superando a estimativa de analistas, que era de US$ 0,93 por ação.

"O desenvolvimento da vacina está progredindo bem. Até agora, recebemos bons dados. Precisamos mostrar a eficiência do programa clínico, mas por enquanto tudo vai bem", disse o presidente-executivo da empresa, Pascal Soriot, em uma teleconferência com a mídia.

A AstraZeneca já fechou acordos com países para fabricar mais de dois milhões de doses de sua vacina contra covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, e diz que ela pode ser aprovada até o final deste ano.

A candidata a vacina está sendo testada no Brasil em estudo liderado no país pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Nos últimos meses, a empresa se empenhou no desenvolvimento de uma vacina contra covid-19, recebeu bilhões de fundos governamentais, assinou vários acordos de distribuição e até foi tema de uma especulação sobre uma megafusão – tudo isso sem descuidar de seu negócio principal. Ela manteve suas projeções para 2020 nesta quinta-feira.

Ainda não existe nenhuma vacina aprovada para a doença causada pelo novo vírus, mas a da AstraZeneca é considerada por muitos como a principal candidata depois que testes de estágio inicial em humanos mostraram que ela é segura e gerou uma reação imunológica.