Coronavírus

Saúde Butantan diz que entregará vacinas assim que Anvisa autorizar uso

Butantan diz que entregará vacinas assim que Anvisa autorizar uso

Em ofício enviado ao Ministério da Saúde, o instituto questiona a quantidade de doses que será destinada ao estado de São Paulo

Agência Estado
CoronaVac aguarda liberação de uso emergencial

CoronaVac aguarda liberação de uso emergencial

Amanda Perobelli/Reuters - 12.01.2021

O Instituto Butantan informou que entregará a totalidade de doses de vacinas requeridas pelo governo federal assim que receber autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O ofício é uma resposta ao Ministério da Saúde, que cobrou nesta sexta-feira (15) a entrega "imediata" de seis milhões de doses da CoronaVac, produzidas pelo Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac.

O pedido foi feito pelo governo federal após a Índia ter informado que não vai atender ao pedido de liberação de dois milhões de doses de vacinas da AstraZeneca/Oxford. O Ministério da Saúde contava com esses imunizantes para começar a vacinação contra a covid-19 em 20 de janeiro.

O instituto disse que questionou o governo federal sobre a quantidade de doses que seria destinada ao estado de São Paulo. "Entregaremos a totalidade das doses requeridas; e solicitamos que V. Senhoria nos informe o quantitativo a ser destinado ao Estado de São Paulo para que o mesmo seja entregue imediatamente ao CDL-SES-S P como de praxe para as demais vacinas produzidas pelo Instituto Butantan", diz o ofício. 

"Por fim, ressaltamos que a disponibilização deverá ocorrer tão logo seja concedida a autorização pela agência reguladora", acrescenta o documento. A Anvisa deve decidir no domingo (17) se libera o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford. Até lá, esses imunizantes deveriam ficar sob guarda do Butantan e da Fiocruz.

O documento foi enviado ao diretor do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, e é assinado por três autoridades da Fundação Butantan: o diretor presidente Rui Curi, o superintendente Reinaldo Noboru Sato e o diretor Dimas Tadeu Covas.

O Butantan questiona ainda a data e horário em que será iniciada a campanha de vacinação "simultaneamente" em todo o país. "Aguardamos orientação de V. Senhoria quanto ao início da campanha de vacinação, com confirmação de data e horário definidos, considerando que deverá ocorrer simultaneamente em todos os Estados do Brasil", diz o documento.

Mais cedo, em entrevista coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, disse que, das seis milhões de doses disponibilizadas ao país, 1,5 milhão ficariam em São Paulo.

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