China espera testar vacina contra o coronavírus em 40 dias

Desenvolvimento de substância para imunização contra novo vírus foi anunciado há poucos dias, diante da epidemia que atinge o país

Vacina é desenvolvida por empresa em parceria com hospital universitário

Vacina é desenvolvida por empresa em parceria com hospital universitário

EFE/EPA

A equipe chinesa que trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus surgido na cidade de Wuhan — que já deixou pelo menos 132 mortos — disse nesta terça-feira (28) que espera começar os testes em menos de 40 dias, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

O projeto, anunciado há apenas dois dias, envolve o Hospital Oriental de Xangai — parte da Universidade de Tongji — e a empresa de biotecnologia de Xangai, Stemirna Therapeutics.

O CEO da empresa, Li Hangwen, disse hoje que não serão necessários mais de 40 dias para produzir as amostras de vacina, graças aos avanços tecnológicos do ARN mensageiro, o ácido ribonucleico que contém a informação genética do DNA e está envolvido na síntese de proteínas.

Depois disso, as amostras serão enviadas para testes e fornecidas aos centros médicos "o mais rápido possível", embora ele não tenha indicado uma data para sua chegada ao mercado.

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De acordo com a nota oficial da agência chinesa, as vacinas baseadas no ARN têm ciclos de desenvolvimento e produção mais curtos do que os tradicionais, cuja fabricação pode levar cerca de cinco ou seis meses.

Não há data para vacina chegar ao mercado

Não há data para vacina chegar ao mercado

EFE/EPA

No último domingo, Xu Wenbo, cientista do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China, explicou em entrevista coletiva que os pesquisadores do corpo estavam trabalhando em um remédio para a doença "depois de isolar com sucesso a primeira cepa do vírus".

Enquanto isso, a farmacêutica americana Johnson & Johnson também começou a desenvolver uma vacina, embora os prazos dados sejam muito menos otimistas do que os da empresa chinesa, já que essa poderia levar até um ano para o produto ficar acessível no mercado.

De acordo com os números mais recentes divulgados hoje pela Comissão Nacional de Saúde da China, o coronavírus já infectou quase 6.000 pessoas.

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