Colômbia chega a 33.354 casos de covid-19 e mais de mil mortes

Do total de mortes nas últimas 24 horas, o país informou que 507 casos são de Bogotá, o principal foco da crise do coronavírus no país

Moradores de Bogotá, na Colômbia, usam máscaras e luvas nas ruas

Moradores de Bogotá, na Colômbia, usam máscaras e luvas nas ruas

Carlos Ortega / EFE - 11.5.2020

A Colômbia teve 1.521 novos casos de coronavírus na quarta-feira (3) , o que elevou o total para 33.354. Onúmero de mortos por covid-19 no país subiu para 1.045, depois que foram confirmados mais 36 óbitos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

A pasta informou que foram detectados 507 casos em Bogotá, que continua sendo o principal foco da crise no país . Depois da capital, no ranking de notificações de ontem para hoje (4), aparecem os departamentos de Bolívar, com 207 contágios, dos quais 196 foram detectados em Cartagena das Índias, Atlántico (206) e Valle del Cauca (172).

Durante o dia, foram processados 12.219 testes, e 1.146 pessoas se recuperaram da infecção pelo vírus SARS-CoV-2, perfazendo um total de 12.288 curados.

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Das mortes nas últimas 24 horas, 11 ocorreram no departamento de Valle del Cauca, oito delas em Cali, duas em Buenaventura e uma na Candelária. Outras dez pessoas morreram em Atlántico, seis delas em Barranquilla, duas em Malambo, uma em Soledad e uma em Sabanagrande.

Houve também cinco óbitos em Cartagena das Índias e cinco em Bogotá, enquanto os demais ocorreram em Quibdó (Chocó), Madri (Cundinamarca), Letícia (Amazonas), Tumaco (Nariño) e Colón (Putumayo).

Bogotá aumenta controle sanitário

Bogotá continua sendo a região com os casos mais confirmados, com 11.250, seguida por Atlántico (4.756), Valle del Cauca (3.886), Bolívar (3.571), Amazonas (1.898), Nariño (1.346), Antioquia (1.260) e Cundinamarca (1.034).

Diante dessa situação, a prefeitura da capital colombiana aumentou o controle sanitário e a entrega de alimentos aos mais necessitados, especialmente na populosa localidade de Kennedy, que concentra 25% dos infectados de Bogotá, forçando o fechamento da área na última segunda.

O subsecretário de Governo da Prefeitura, José Riveros, afirmou à Agência Efe que o esforço está concentrado em Kennedy porque, além da alta taxa de contágio, uma em cada três mortes na capital é de pessoas que viviam ou passaram por ali.

Riveros informou que a mobilidade foi reduzida em 50% desde que a prefeita de Bogotá, Cláudia López, decretou o fechamento, entre a última segunda e o próximo dia 14.

Desde então, a polícia impôs cerca de 100 multas a pessoas que não usavam máscara e cerca de 500 por não cumprir a regra de isolamento obrigatório. O valor é de 1 milhão de pesos colombianos (R$ 1,4 mil).