Coronavírus

Saúde Coreia do Sul bate novo recorde diário de infectados por covid-19

Coreia do Sul bate novo recorde diário de infectados por covid-19

País registrou nesta sexta-feira 1.241 casos, em meio a apelos do governo para  conter a pandemia, que já matou 773 habitantes

Reuters
Novo surto de infecções teve origem em centro de detenção no leste de Seul

Novo surto de infecções teve origem em centro de detenção no leste de Seul

Jeon Heon-kyun / EFE - EPA - 24.8.2020

A Coreia do Sul registrou nesta sexta-feira (25) um novo recorde diário no número de casos de covid-19: 1.241, em meio a apelos do governo para redobrar os esforços e conter a propagação de uma pandemia que já registrou 773 mortes.

O número fornecido pela Agência de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA, em inglês) ultrapassa em muito os 985 infectados que foram registrados no país na última quinta-feira.

Grande parte do aumento de casos observado nas últimas horas está relacionado a um surto que surgiu em um centro de detenção no leste de Seul, com 288 infectados.

Depois de conhecer os dados, o primeiro-ministro sul-coreano, Chung Sye-kyun, pediu às autoridades locais e à população em geral que observem rigorosamente as restrições sociais impostas para evitar uma extensão maior da pandemia.

"A grande maioria da nação está aderindo fielmente às medidas antivírus do governo, apesar da inconveniência e desconforto que elas trazem", disse Chung em comentários reproduzidos pela agência de notícias local Yonhap.

“Mas se alguns trapacearem em benefício próprio, é difícil esperar resultados em colaboração com medidas antivírus”, acrescentou o alto funcionário.

Entre as restrições que vigoram na Coreia do Sul está a proibição de encontros com cinco ou mais pessoas. Quem não respeitar esta medida pode ser multado em até 3 milhões de won (2.236 euros / 2.725 dólares).

A Coreia do Sul foi um dos primeiros países a que chegou o novo coronavírus surgido na cidade chinesa de Wuhan, mas as medidas inicialmente impostas permitiram ao governo de Seul controlar ou impactar a primeira onda.

No entanto, o país não está na terceira onda da pandemia, que até o momento já infectou 54,7 mil pessoas desde que foi conhecido o primeiro caso, em 3 de janeiro, segundo dados do KDCA.

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