Novo Coronavírus

Saúde CoronaVac poderá ser aplicada no início de 2021, diz Sinovac

CoronaVac poderá ser aplicada no início de 2021, diz Sinovac

Fabricante na China diz que tem capacidade de produzir 300 milhões de doses anuais do imunizante contra a covid-19; testes são feitos no Brasil

  • Saúde | Da EFE

Fabrica da CoronaVac na China tem capacidade de produzir 300 milhões de dose por ano

Fabrica da CoronaVac na China tem capacidade de produzir 300 milhões de dose por ano

Roman Pilipey/EFE/EPA - 26.08.2020

O presidente da farmacêutica chinesa Sinovac, Yin Weidong, garantiu nesta quinta-feira (24) que sua vacina contra o novo coronavírus, uma das mais avançadas do mundo, poderá começar a ser aplicada em massa na população já no início do ano que vem.

Durante visita da Agência Efe e outros meios de comunicação aos laboratórios e fábrica da empresa em Pequim, Yin afirmou que sua fábrica tem capacidade para produzir 300 milhões de doses anuais da vacina, chamada CoronaVac.

Leia também: Sinovac quer distribuir vacina para América do Sul com Butantan

A empresa começou a construir uma fábrica específica em março para produzir essa vacina contra a covid-19, algo que já vem sendo feito há várias semanas.

Yin explicou que eles tentaram sete métodos diferentes de vacina, mas descobriram que "a via da vacina inativada era a melhor".

Ele garantiu que os testes realizados na fase 3 em maiores de 18 anos "não mostraram reações adversas especiais" e afirmou que sua vacina é capaz de "combater todas as cepas do coronavírus SARS-Cov-2 existentes no mundo".

O CoronaVac agora está sendo testado no Brasil, Turquia, Bangladesh e Indonésia: "É melhor fazer os testes no exterior, pois na China a pandemia está praticamente controlada e seria difícil comprovar sua eficácia aqui", acrescentou o presidente da Sinovac.

Yin indicou que também está sendo estudada a possibilidade de sua vacina ser fabricada em outros países.

A Sinovac anunciou no último dia 9 que os resultados dos testes da vacina CoronaVac nas fases 1 e 2 mostraram "boa segurança e imunogenicidade" em adultos saudáveis com mais de 60 anos de idade, assim como em pessoas entre 18 e 59 anos.

Os níveis de anticorpos em pessoas com mais de 60 anos, segundo a empresa, eram ligeiramente inferiores aos que os encontrados em testes com uma população mais jovem.

Garantir que a vacina possa ser aplicada em toda a população, incluindo crianças e adolescentes, é uma das chaves para evitar surtos do vírus em escolas e creches.

A vacina Sinovac, produzida na América Latina em cooperação com o Instituto Butantan, em São Paulo, está na última fase de testes em larga escala em adultos em países como Brasil, Indonésia e Turquia.

A CoronaVac tem 46 milhões de doses asseguradas no Brasil até dezembro e outras 16 milhões até o primeiro trimestre de 2012.

Cerca de 90% dos funcionários da Sinovac em todo o mundo e suas famílias receberam suas doses, de acordo com a empresa. 

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