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Saúde Coronavírus: China endurece quarentena em Hubei

Coronavírus: China endurece quarentena em Hubei

Moradores da província, de 58 milhões de habitantes, já enfrentam restrições de locomoção desde 23 de janeiro

  • Saúde | Da Agência EFE

Capital da província, Wuhan, é apontada como o epicentro da epidemia de coronavírus

Capital da província, Wuhan, é apontada como o epicentro da epidemia de coronavírus

xiquinhosilva/CC/Flickr

A China segue lutando contra o relógio para conter a covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), que já matou mais de 1.770 pessoas no país asiático, e nesta segunda-feira (17) decretou como última medida novas restrições de circulação para cerca de 24 milhões de pessoas na província de Hubei, onde o surto teve origem.

O último relatório da Comissão Nacional de Saúde da China indica que já existem 70.548 pessoas infectadas com covid-19, com 10.644 casos graves e 2.048 novos casos positivos, dos quais 1.933 foram registrados nesta província do centro-leste do país.

Os dados de hoje mostram um aumento de 105 mortes em relação ao dia anterior, 100 das quais foram certificadas na província, cujas autoridades ordenaram a extensão da quarentena a mais cerca de 24 milhões de habitantes, a quem foi pedido que permanecessem em casa até nova ordem.

No dia 23 de janeiro, Wuhan, capital de Hubei, entrou em quarentena, uma medida que mais tarde se espalhou para outras cidades vizinhas.

Essa nova medida resultará no fechamento efetivo de cerca de 200 mil comunidades rurais, nas quais apenas um único ponto de entrada e saída será permitido, sob vigilância.

Somente os moradores poderão entrar em suas aldeias, enquanto apenas uma pessoa de cada família terá permissão para sair de casa a cada três dias para comprar os produtos essenciais.

Além disso, hoje, 1,2 mil médicos militares especialistas chegaram a Wuhan, que trabalharão em um novo hospital que deve ser inaugurado em maio e foi modificado para tratar cerca de 700 infectados pelo vírus, informou a agência estatal Xinhua.

Até agora, as forças armadas chinesas enviaram 4 mil profissionais de saúde para a área mais afetada.

A agência revelou hoje que o tempo médio desde o momento em que um paciente apresenta sintomas até o diagnóstico da doença é de 4,95 dias.

"Conseguimos reduzir o tempo de diagnóstico, o que nos permite tratar os pacientes adequadamente, contribuindo para melhorar as taxas de recuperação", disse Guo Yanhong, representante da Comissão Nacional de Saúde.

Enquanto isso, uma equipe conjunta de especialistas chineses e a OMS (Organização Mundial da Saúde) iniciou hoje uma série de trabalho de campo para verificar a eficácia das medidas tomadas para controlar o surto.

Na expectativa de boas notícias, os chineses enfrentam o desafio de voltar à normalidade, enquanto aumentam a preocupação entre as autoridades de que a paralisação causada pela epidemia prejudique seriamente a economia do país.

A atividade em grandes cidades como Pequim ainda está paralisada, com as lojas comerciais fechadas e as pessoas presas em suas casas para evitar o contágio.

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