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Saúde Coronavírus: é possível não criar anticorpos contra doença? 

Coronavírus: é possível não criar anticorpos contra doença? 

Embora estudos apontem que a maioria dos recuperados possui anticorpos para o vírus, imunidade após contágio ainda não é consenso

  • Saúde | Do R7

OMS desaconselha "passaporte de imunidade" contra coronavírus

OMS desaconselha "passaporte de imunidade" contra coronavírus

Lucas Landau/Reuters – 25.03.2020

Após se recuperar da covid-19, a ativista Luisa Mell esperava ter anticorpos contra a doença em seu sistema imunológico. Não foi o que aconteceu. No início desta semana, ela publicou um vídeo no qual explicava que, mesmo após dois exames com intervalo de 20 dias, não estava imune ao coronavírus.

Mesmo curada da covid 19, Luisa Mell diz que corre risco ainda

“Isso põe por terra a teoria daquele pessoal contra o isolamento social, falando sobre imunização de rebanho, que se tantas pessoas pegarem, ficam imunes, isso não é verdade”, desabafou Luisa, que foi diagnosticada em março.

A imunidade ao coronavírus após o contágio pela doença ainda não é consenso entre a comunidade médica. Segundo a OMS, embora estudos mostrem que a maioria dos recuperados possui anticorpos para o vírus, “nenhum estudo avaliou se a presença de anticorpos contra a Sars-CoV-2 confere imunidade à infecção subsequente por esse vírus em humanos”. O documento, publicado no fim de abril pela organização, desaconselhou a ideia de um “passaporte de imunidade” para que indivíduos já curados pudessem circular livremente.

“Em geral, as infecções da grande maioria dos vírus conhecidos confere uma imunidade duradoura, de sorte que, ao contraí-los o indivíduo torna-se resistente” explica a infectologista Ledívia Espinheira. Segundo a professora de Medicina da Unime Lauro de Freitas, a produção de anticorpos específico contra microrganismos se dá uma semana após a infecção.

“Em duas semanas já é possível detectar anticorpos e opinar a respeito de casos específicos em quantidades que garantem a sua detecção em testes sorológicos validados. No entantoo, há testes sorológicos com sensibilidade (capacidade de detecção dos anticorpos) menores que 90%. Assim, podemos ter casos de falsos negativos, sobretudo quando os títulos de anticorpos ainda não atingiram seu pico.”

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