Saúde Coronavírus: estresse e sedentarismo podem baixar a imunidade

Coronavírus: estresse e sedentarismo podem baixar a imunidade

Prática de exercícios aumenta quantidade de glóbulos brancos, que defendem o organismo; alimentação balanceada também é essencial

  • Saúde | Brenda Marques, do R7

Estresse contínuo eleva hormônio que afeta a imunidade

Estresse contínuo eleva hormônio que afeta a imunidade

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Manter a imunidade em alta é essencial para que o corpo consiga combater a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, uma vez que ainda não há vacina para impedir o contágio, nem medicamento específico para o tratamento da infecção.

Praticar exercícios, relaxar e ter uma alimentação balanceada são fatores que fortalelecem o sistema imunológico. Por outro lado, o estresse e a falta de um período adequado de sono  são prejudicais.

"O ideal é não deixar de fazer atividade física, pois ela aumenta os leucócitos [os glóbulos brancos, que fazem a defesa do organismo] e fortalece o sistema imune", recomenda Sara Morhbacher, médica clínica geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

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Ela observa que mesmo em casa, durante a quarentena, é possível praticar exercícios com a ajuda de aplicativos e programas de televisão que dão aulas de ginástica, por exemplo.

Em contrapartida, o estresse contínuo e a falta de horas de sono prejudicam o sistema de defesa do corpo. Passar por situações contínuas de estresse interfere no sistema hormonal. 

"O estresse prolongado aumenta o nível de cortisol no organismo, e isso pode acabar abaixando a imunidade", observa a médica. "Já o sono ajuda a restabelecer e equilibrar o organismo, é um momento de reconstituição", define.

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Sara também ressalta a necessidade de evitar automedicação, tomar vacinas como a da gripe e cuidar de doenças crônicas - que colocam pessoas no grupo de risco da covid-19. "É preciso manter sob controle com acompanhamento médico", observa.

Alimentação balanceada

Outro aspecto importante é manter uma alimentação saudável, o que significa ter equilíbrio. E nesse caso, vale a famosa frase: "Quanto mais colorido o prato, melhor", destaca Sara.

Wylma Hossaka, nutróloga da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo -, concorda. "O melhor é ter uma dieta balanceada e rica em gorduras boas, como peixes, nozes e abacate", afirma.

Antioxidantes e fibras encontradas em frutas, verduras e legumes também são aliadas da imunidade. Já a gordura saturada, presente na margarina, em biscoitos amanteigados e frituras, e o ômega 6 contribuem para o enfraquecimento do sistema de defesa.

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"O ômega 6, encontrado em óleos de girassol e de soja, é a matéria-prima para mediadores que aumentam a resposta inflamatória do organismo", explica. "É o oposto do ômega 3, que tem poder anti-inflamatório e está presente em peixes de água do mar, por exemplo", compara.

A nutróloga também ressalta que os idosos - integrantes do grupo de risco - que morreram na Itália, por causa de covid-19, tinham baixo teor de vitamina D no organismo. "Ela regula a imunidade. Pode ser adquirida com o consumo de lácteos [o leite e seus derivados] e tomando sol", esclarece. 

Segundo Wylma, o tempo ideal de exposição ao sol é entre 15 e 20 minutos por dia, entre as oito e as dez da manhã. "Pelo menos 20% do corpo deve ser exposto, o que correspode a braços e pernas", orienta.

 Sara, por sua vez, alerta que suplementos vitamínicos industrializados são ineficazes e as vitaminas naturais não devem ser consumidas exageradamente ou sem orientação médica.

"Vitaminas em excesso podem causar intoxicações graves, insuficiência renal, aumentar o nível de cálcio no sangue e causar arritmia. É preciso tirar a imagem de que elas são inofensivas, em qualquer situação", pondera.

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