Coronavírus: EUA fecham portas a estrangeiros e decretam emergência

Plano de emergência anunciado nesta 6ª prevê que estrangeiros que tenham passado pela China nas últimas duas semanas não poderão entrar no país

Autoridades norte-americanas anunciaram restrições para estrangeiros

Autoridades norte-americanas anunciaram restrições para estrangeiros

Michael Reynolds / EPA - EFE - 31.1.2020

O governo dos Estados Unidos declarou nesta sexta-feira (31) emergência de saúde pública para conter a propagação do coronavírus de Wuhan e anunciou que restringirá a entrada no país de estrangeiros que tenham visitado a China nos últimos 14 dias.

A medida para impedir a entrada de visitantes que passaram pela China passará a valer a partir do próximo domingo, informou o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, em entrevista coletiva.

Portaria restringe entrada de estrangeiros

O secretário disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma portaria que suspende temporariamente a entrada de estrangeiros que representem um risco de transmissão do novo vírus.

"O presidente Trump tomou medidas decisivas para minimizar o risco de propagação do coronavírus", declarou o oficial, defendendo que a prioridade máxima do governo é a segurança do povo americano.

Regras para quarentena

A decisão também prevê uma quarentena obrigatória de 14 dias para pessoas que visitaram a província de Hubei, o epicentro da epidemia que já matou pelo menos 213 pessoas na China. Antes, já havia sido anunciado o isolamento por esse período de 195 americanos que foram retirados da cidade de Wuhan na última quarta.

O grupo de pessoas será mantido na base aérea Aérea March Air, em Riverside, na Califórnia, para confirmar que não foram contagiadas pelo coronavírus, que só na China afetou quase 10 mil pessoas, segundo as autoridades do país asiático.

Eles desembarcaram nos EUA na última quarta, em um navio fretado pelo Departamento de Estado americano e foram examinados e avaliados por médicos "a cada passo do caminho, mesmo antes da decolagem", segundo Azar.

Em coletiva na Casa Branca, o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, Robert Redfield, afirmou que, embora seja uma grave situação de saúde, o risco para a população americana é baixo atualmente.

Segundo as autoridades, há seis casos confirmados de coronavírus nos EUA, o mais recente deles um produto de transmissão de humano para humano. Além disso, 191 pessoas estão sob observação.