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Coronavírus Johnson & Johnson pede que vacina contra covid entre em lista da OMS

Johnson & Johnson pede que vacina contra covid entre em lista da OMS

Imunizante desenvolvido pela Janssen, braço farmacêutico da companhia, apresentou 66% de eficácia na prevenção da doença

Vacina da Janssen tem vantagem de ser aplicada em dose única

Vacina da Janssen tem vantagem de ser aplicada em dose única

Divulgação/J&J

A Johnson & Johnson disse nesta sexta-feira (19) que encaminhou dados à OMS (Organização Mundial da Saúde) pedindo a inclusão de sua vacina contra covid-19 em uma lista de uso emergencial, o que permitiria um acesso mais amplo à vacina de dose única.

A J&J disse que a inclusão em uma lista de uso emergencial é um pré-requisito para o suprimento de vacinas para o Covax, programa de vacinas coliderado pela OMS que almeja entregar doses a países pobres e de renda média.

A vacina da J&J — fabricada pela Janssen, braço farmacêutico da companhia — é administrada em uma única dose e pode ser armazenada à temperatura de geladeiras normais, uma grande vantagem competitiva em países com uma infraestrutura de saúde relativamente mais fraca.

A vacina está sendo analisada pela FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos), e uma comissão de especialistas desta entidade deve debater a autorização de uso emergencial da vacina na semana que vem.

Ela está sendo distribuída na África do Sul, sua primeira utilização fora de um grande teste clínico.

No mês passado, a J&J disse que a vacina se mostrou 66% eficaz na prevenção de covid-19 em um grande teste global de estágio avançado com múltiplas variantes do coronavírus.

O nível de proteção variou: 72% nos EUA, 66% na América Latina e 57% na África do Sul.

A empresa disse que os dados entregues à OMS incluem resultados do teste de estágio avançado.

Em dezembro, a J&J fechou um acordo de apoio ao Covax.

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