Saúde Covid-19: Brasil tem 45 casos confirmados da variante Ômicron

Covid-19: Brasil tem 45 casos confirmados da variante Ômicron

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde indica que há 69 casos em investigação; São Paulo lidera a lista de infecções pela cepa

  • Saúde | da Agência Brasil com AFP

Brasil tem 45 casos confirmados da variante Ômicron

Brasil tem 45 casos confirmados da variante Ômicron

Reprodução / Pixabay

Balanço divulgado na sexta-feira (24) pelo Ministério da Saúde indica que foram registrados 45 casos no Brasil da nova variante do coronavírus, a Ômicron.

As infecções foram registradas em São Paulo (27), em Goiás (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (3), no Ceará (3), no Distrito Federal (2), no Rio de Janeiro (1), no Espírito Santo (1) e em Santa Catarina (1).

Há ainda, segundo a pasta, 69 casos em investigação, sendo 27 no Distrito Federal, 19 em Minas Gerais e 23 no Rio Grande do Sul.

O que se sabe sobre a Ômicron

Embora seja muito mais contagiosa, a Ômicron é certamente muito menos virulenta. Um mês após sua detecção na África do Sul, essa nova variante já é mais conhecida, embora ainda não se saiba até que ponto ela influenciará a pandemia da Covid-19. 

Em relação à variante Delta, "sua transmissão é muito maior, mas provavelmente menos grave, embora não saibamos até que ponto", explicou Jean-François Delfraissy, presidente do conselho científico que assessora o governo da França.

A Ômicron avança muito rapidamente em vários países, e os casos estão dobrando a cada dois ou três dias, algo nunca visto antes.

Já é a variante dominante na Dinamarca e no Reino Unido, onde, no total, são registrados mais de 100.000 casos diariamente. Essa predominância, em breve, será verificada em outros países onde a Delta imperou.

Embora sejam dados incompletos, que devem ser analisados com cautela, a Ômicron pode ser entre 35% e 80% menos séria.

Isso levanta uma questão importante: não se sabe se o fato de ser menos violenta se deve às mutações da variante ou à infecção de pessoas que já estavam parcialmente imunizadas (pela vacina ou por infecção anterior). 

“Embora a Ômicron cause sintomas menos graves, o número de casos pode novamente sobrecarregar os sistemas de saúde que não estão prontos”, alertou recentemente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Isso não parece ser um problema no país onde a variante foi identificada, a África do Sul. No entanto, no Hemisfério Norte, onde a população é maior, as internações são muito mais preocupantes.

"É muito importante estudar o que vai acontecer em Londres na próxima semana, porque vai nos ensinar muito sobre a gravidade", disse Arnaud Fontanet, membro do conselho consultivo francês na quinta-feira (23).

As mutações da Ômicron parecem reduzir a imunidade dos anticorpos contra o vírus, então ele pode se espalhar entre muitas das pessoas vacinadas – e até mesmo reinfectar algumas delas.

Estudos realizados em laboratório mostram que, em relação à Ômicron, a taxa de anticorpos cai entre as pessoas que receberam as vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna e, em menor medida, AstraZeneca ou CoronaVac. 

Uma dose de reforço parece melhorar a imunidade por anticorpos. Pelo menos é o que diversos laboratórios anunciaram nesta semana: Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca. Mas uma informação crucial está faltando: não se sabe quanto tempo dura esse efeito. 

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