Covid-19: China fez teste em julho da vacina em grupos de risco

Profissionais de saúde e funcionários da fronteira também foram vacinados; imunizante deverá ser oferecido ao público em dezembro, diz governo

Vacina ainda em fase de testes está sendo oferecida para "casos de emergência"

Vacina ainda em fase de testes está sendo oferecida para "casos de emergência"

Arquivo/ Pixabay

A China autorizou, no final do mês passado, a utilização de vacinas candidatas à vacina contra a covid-19 em grupos de risco, profissionais da saúde e funcionários para "casos de emergência", conforme revelou o diretor do Departamento de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Comissão Nacional de Saúde, Zheng Zhongwei.

Durante entrevista à emissora estatal local "CCTV", Zheng, que também lidera um painel de especialistas que assessora o governo chinês sobre a pandemia, disse que vários grupos, incluindo profissionais de saúde e funcionários da fronteira, foram vacinados "de acordo com com a lei".

"Esses grupos foram escolhidos porque têm maior probabilidade de estar infectados com o coronavírus. A maioria dos casos que a China registra agora são importados, então as autoridades de fronteira são um grupo de alto risco", disse o diretor, embora não tenha especificado quantas pessoas receberam injeções ou quais vacinas foram administradas a partir daquelas que o país está desenvolvendo.

Ele acrescentou que, no futuro, o programa de vacinação será expandido para pessoas que trabalham nas indústrias de transporte e serviços ou em mercados subterrâneos, com o objetivo de "criar uma barreira de imunidade".

Além disso, Zheng indicou que "as vacinas chinesas serão acessíveis ao público" quando estiverem prontas, e que seu preço poderá ser "ainda mais baixo" do que o anunciado na semana passada pelo presidente da empresa estatal China National Biotec Group - parte do farmacêutica Sinopharm -, Liu Jingzhen.

Liu disse que a vacina daquele grupo estará pronta "provavelmente em dezembro" a um preço inferior a 1 mil yuans (cerca de R$ 811), e que começará a ser comercializada assim que for realizada a terceira fase de testes, nos Emirados Árabes Unidos.

Até o momento, aponta o jornal oficial China Daily, a China tem cinco possíveis vacinas que já passaram pelo menos na segunda fase de testes, das quais uma se baseia em um vetor viral para transportar partes do coronavírus e as outras quatro, em uma versão inativada do agente infeccioso que causa a pandemia da covid-19.