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Saúde Covid-19: Moderna diz que vacina gera anticorpos em idosos

Covid-19: Moderna diz que vacina gera anticorpos em idosos

Empresa, que não faz testes no Brasil, afirma que resultados da fase 3 do estudo realizado em 30 mil voluntários será divulgado em outubro

  • Saúde | Da EFE

Vacina da Moderna tem efeito similar em jovens e adultos mais velhos

Vacina da Moderna tem efeito similar em jovens e adultos mais velhos

REUTERS/Brian Snyder/File Photo

A companhia farmacêutica americana Moderna informou na terça-feira (29) que sua vacina mRNA-1273, para a prevenção da covid-19, "pode gerar anticorpos neutralizantes em idosos e adultos mais velhos em níveis comparáveis aos (gerados em) adultos jovens".

A conclusão, com base em dados provisórios, foi publicada na revista científica The New England Journal of Medicine.

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Em julho, a empresa anunciou o início dos testes da fase 3 de sua vacina experimental contra a doença transmitida pelo novo coronavírus para a população em geral, envolvendo 30 mil voluntários, e o diretor executivo, Stephen Bancel, disse em meados do mês que seria possível avaliar se a vacina é eficaz até outubro, embora ele acreditasse que os dados esperados sobre a fase final de desenvolvimento provavelmente serão revelados em novembro.

"Estes dados provisórios da fase 1 sugerem que a mRNA-1273, nossa candidata a vacina para prevenção da Covid-19, pode gerar anticorpos neutralizantes em adultos mais velhos e idosos em níveis comparáveis aos dos adultos mais jovens", disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, citado na publicação.

"Devido às maiores morbidade e mortalidade da covid-19 em adultos mais velhos e idosos, estes dados nos dão otimismo para demonstrar a proteção da mRNA-1273 nesta população", acrescentou.

A Moderna explicou que esta análise provisória avaliou um programa de vacinação de fase 1 envolvendo a inoculação de duas doses de mRNA-123, que foram administradas com 28 dias de intervalo em 40 pacientes divididos em dois grupos, um com 56 a 70 anos, e outro com 71 anos ou mais.

Alguns voluntários receberam doses de 25 microgramas (µg), e outros, de 100 µg. Testes realizados um mês após a administração da segunda dose revelaram que a dose de 100 µg gerou títulos de anticorpos neutralizantes mais altos.

A companhia enfatizou que, em geral, ambas as doses foram bem toleradas e não geraram efeitos colaterais graves.

A Moderna citou dores de cabeça, mialgia, calafrios e dores no local da injeção como os mais comuns, "a maioria dos quais eram de intensidade leve a moderada e de duração limitada.

A empresa também explicou que, após a segunda vacinação, "ocorreram dois graves eventos adversos sistêmicos": febre em um participante do grupo de 56 a 70 anos que recebeu a dose de 25 µg e fadiga em um participante do grupo de 70+ anos de idade que recebeu a dose de 100 µg.

Entretanto, a Moderna informou que eles não "revelaram nenhum padrão de preocupação.

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