Novo Coronavírus

Saúde Covid-19: Pfizer ainda tem 360 vagas para teste da vacina em SP

Covid-19: Pfizer ainda tem 360 vagas para teste da vacina em SP

Inscrições são abertas à população em geral; para participar, é preciso ter entre 18 e 85 anos, não ter testado positivo para covid-19 e não ser gestante

  • Saúde | Aline Chalet, do R7*

A vacina da Pfizer é baseada no material genético, o RNA mensageiro

A vacina da Pfizer é baseada no material genético, o RNA mensageiro

EFE /HOTLI SIMANJUNTAK/Archivo

O Cepic (Centro Paulista de Investigação Clínica), em São Paulo, responsável pelos testes da vacina contra a covid-19 produzida pela Pfizer, afirmou nesta terça-feira (29) que ainda está aceitando voluntários para o estudo, que está na terceira e última fase. Há 360 vagas.

Diferentemente dos testes da vacina de Oxford e da Coronavac realizados no país, restritos a profissionais de saúde, os da vacina da Pfizer estão abertos à população. O principal critério é estar exposto ao vírus de alguma maneira, por exemplo, utilizar transporte público, segundo o Cepic.

Leia também: Saiba os prós e contras das vacinas contra a covid-19 testadas no Brasil

No total, serão 1.350 voluntários no Cepic, desses, 700 já receberam a segunda dose da vacina, segundo o centro de pesquisa. As inscrições para voluntários podem ser feitas pelo site do Cepic. É necessário ter entre 18 e 85 anos, não ter testado positivo para covid-19 e não ser gestante ou estar amamentando.

Participando, o voluntário poderá receber a vacina experimental ou placebo e será acompanhado por dois anos. Não é possível saber qual substância o participante recebeu e ele não poderá tomar outra vacina contra a covid-19 nesse período. Esse protocolo chegou a afugentar voluntários.

A Pfizer realiza testes no Brasil desde 5 de agosto no Cepic e na instituição filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador. 

A vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a empresa alemã BioNTech, é considerada inovadora. É baseada no material genético, conhecido como RNA mensageiro. Ele carrega informações para que as células produzam proteína. No caso do novo coronavírus, forneceria instruções de como produzir a proteína spike, presente no vírus Sars-CoV-2, induzindo a resposta imunológica do corpo à covid-19. A empresa negocia a viabilidade da produção da vacina no país, segundo a Pfizer.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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