Novo Coronavírus

Saúde Covid-19: Variante de Nova York preocupa pesquisadores dos EUA

Covid-19: Variante de Nova York preocupa pesquisadores dos EUA

Nova cepa contém mutação que enfraquece eficácia de vacinas; variantes da África do Sul e do Brasil também foram detectadas

  • Saúde | Do R7

Variante de Nova York já apareceu em 1 de 4 amostras analisadas pelos pesquisadores

Variante de Nova York já apareceu em 1 de 4 amostras analisadas pelos pesquisadores

Emma Howells/EFE - 17.02.2021

Uma nova variante do coronavírus que está se disseminando rapidamente na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, carrega uma mutação que pode enfraquecer a eficácia de vacinas contra a covid-19, segundo dois grupos de pesquisadores. A informação foi publicada no jornal norte-americano The New York Times.

Chamada B.1.526, a variante de Nova York foi identificada pela primeira vez em novembro do ano passado. No momento, ela já aparece em 1 de 4 amostras analisadas por esses pesquisadores. Os grupos são da Universidade de Columbia e do California Institute of Technology (Caltech).

Nos Estados Unidos, a variante da Califórnia também vem se espalhando rapidamente, mas é a variante do Reino Unido a mutação mais predominante até o momento. Segundo o jornal, ela já infectou 2 mil pessoas em 45 estados do país (são 50 ao todo) e deve se tornar a cepa prevalente até o final de março nos EUA. 

A confirmação é feita a partir da análise da sequência genética do vírus em pessoas infectadas. Os pesquisadores do Caltech descobriram o aumento da B.1.526 ao escanear mutações em milhares de sequências genéticas virais em um banco de dados. “Havia um padrão recorrente em um grupo da região de Nova York que eu nunca tinha visto”, disse o biólogo Anthony West, da Caltech, ao New York Times.

Foram observadas duas variantes com frequência aumentada: a da África do Sul e do Brasil. Uma mutação presente nessas duas variantes parece ajudar o vírus a se esquivar das vacinas. 

De acordo com o jornal, em meados de fevereiro, essas duas variantes correspondiam a 27% dos casos de Nova York registrados nesse banco de dados. 

Já os pesquisadores da Universidade de Columbia adotaram uma abordagem diferente. Eles sequenciaram 1.142 amostras de pacientes em um centro médico. Eles descobriram que 12% das pessoas haviam sido infectadas com a variante que contém a mutação E484K, observada nas variantes da África do Sul e do Brasil. 

Os pacientes infectados com essas variantes eram mais velhos que os demais e apresentaram maior probabilidade de internação, segundo os pesquisadores. 

Os pesquisadores ressaltam que a mutação E484K surgiu de forma independente em diversas partes do mundo, o que indica uma vantagem evolutiva. "As variantes que têm essa vantagem vão aumentar muito rápido em frequência”, afirmou o microbiologista Andrew Read, um microbiologista da Penn State University ao jornal norte-americano.

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