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Saúde Covid: Laboratório da vacina Covaxin adia reunião com Anvisa

Covid: Laboratório da vacina Covaxin adia reunião com Anvisa

Precisa Farmacêutica solicitou adiamento da reunião prevista para esta segunda-feira (1º); vacina não tem eficácia comprovada

  • Saúde | Do R7

A vacina Covaxin é considerada tradicional e já está sendo usada na Índia

A vacina Covaxin é considerada tradicional e já está sendo usada na Índia

Adnan Abidi/Reuters

A Precisa Farmacêutica, importadora da vacina Covaxin contra a covid-19, em São Paulo, solicitou o adiamento da reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), prevista para esta segunda-feira (1º), segundo a agência. A empresa representa o laboratório Bharat Biotech, que desenvolve o imunizante na Índia.

A Anvisa afirmou, por meio de nota, que uma nova data deve ser solicitada pela empresa e que não há pedido de testes nem de autorização de uso emergencial da vacina no país.

A Covaxin é considerada uma vacina tradicional, assim como a CoronaVac. Ela utiliza vírus inativado para induzir a resposta imune do organismo. É administrada em duas doses, com intervalo de quatro semanas entre elas.

A agência ressaltou que vem realizando encontros técnicos com todas as empresas interessadas no desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra a covid-19. "Está é uma estratégia para acompanhar e orientar as empresas e para dar agilidade ao processo de regularização", informou.

O Ministério da Saúde negocia a compra de 20 milhões de doses da vacina. Antes de o governo federal manifestar interesse pelo imunizante, a rede privada já havia anunciado a intenção de aquisição de 5 milhões de doses, segundo a ABCVAC (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas). Para chegar à rede privada, o imunizante precisa receber o registro da Anvisa e não apenas a aprovação de uso emergencial.

A Precisa Medicamentos chegou a solicitar a realização da terceira e última fase de testes do estudo clínico da vacina no país, então um critério para solicitação de uso emergencial, no mesmo dia em que a Anvisa dispensou essa exigência. No dia 9 de fevereiro, a agência cobrou a entrega de novos dados pela Bharat Biotech e Precisa Medicamentos e, com isso, o pedido do estudo foi adiado, ainda sem data definida.

Apesar de já ter sido liberada para o uso emergencial na Índia, a Covaxin não teve sua eficácia divulgada. Os estudos da terceira e última fase de testes começaram em novembro do ano passado na Índia e a segunda dose já foi aplicada em 77% dos 25.800 voluntários.

O estudo da fase 1 publicado na Lancet mostrou que a vacina é segura e induziu resposta imune. Um estudo feito pela Bharat Biotech a partir de soros coletados de 26 pessoas infectadas apontou que o imunizante é eficaz contra a variante britânica do novo coronavírus. 

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