Coronavírus

Saúde CureVac confirma eficácia de 48% de vacina contra covid-19

CureVac confirma eficácia de 48% de vacina contra covid-19

Resultados finais do estudo inviabilizam neste momento uso do imunizante, já que mínimo preconizado pela OMS é de 50%

  • Saúde | Da Ansa

Com taxa de eficácia menor do que o exigido, vacina não deve entrar no portfólio de nenhuma nação

Com taxa de eficácia menor do que o exigido, vacina não deve entrar no portfólio de nenhuma nação

Kai Pfaffenbach/Reuters - 22.06.2020

O laboratório alemão CureVac confirmou na noite desta quarta-feira (30) a eficácia global de apenas 48% de sua vacina anticoovid, valor abaixo do mínimo recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que é de 50%.

"No contexto sem precedentes de termos 15 cepas circulando na população do estudo no momento da análise, a CVnCoV demonstrou uma eficácia global de 48% contra a covid-19 de qualquer gravidade", informou a empresa em nota, ressaltando que 83 infectados pela doença tinham recebido a vacina.

O resultado foi levemente superior em pessoas entre 18 e 60 anos, com 53% de eficácia, aumentando para 77% na proteção a manifestação moderada e grave da doença e 100% de mortes. Mas, nos idosos, os números foram muito baixos.

Os dados finais confirmam o estudo preliminar divulgado em 16 de junho, quando a eficácia global foi de 47%. Com isso, a vacina não deve entrar no portfólio de nenhuma nação.

A vacina da CureVac usa a tecnologia do RNA mensageiro (RNAm), assim como as da Pfizer/BioNTech e da Moderna. No entanto, os resultados ficaram muito abaixo das demais, que tiveram mais de 90% de eficácia nos primeiros testes clínicos em 2020.

Segundo informações da empresa alemã, cerca de 40 mil voluntários participaram dos testes em países da América Latina e na Europa. Ao todo, foram detectados 228 casos de Covid na pesquisa, sendo que 145 haviam tomado placebo.

O resultado frustrou a União Europeia, que apostava na vacina da CureVac como a primeira de RNAm feita totalmente em um país do bloco — a Pfizer/BioNTech tem produção fora dos países UE também.

A UE tinha firmado contrato para a compra de até 405 milhões de doses do imunizante, sendo 225 milhões iniciais com uma cláusula adicional de 180 milhões.

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