'Dei o melhor de mim', afirma Teich após deixar o Ministério da Saúde

Oncologista escolhido para substituir Luiz Henrique Mandetta deixou o cargo após menos de um mês. 'Eu escolhi sair', disse

Teich durante coletiva em que anunciou sua saída

Teich durante coletiva em que anunciou sua saída

REUTERS/Adriano Machado

O oncologista Nelson Teich afirmou nesta sexta-feira (15), horas após anunciar que deixaria o Ministério da Saúde, que deu o seu melhor no curto período em esteve à frente da pasta.

"A vida é feita de escolhas e eu hoje escolhi sair. Digo a vocês que dei o melhor de mim nesse período em que estive aqui", disse Teich, que permaneceu no comando da pasta por menos de um mês.

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Teich revelou que deixa um "plano de trabalho" pronto para ser implementado na tentativa de auxiliar entes da federação a definir os próximos passos do combate à pandemia do novo coronavírus. "Deixo um plano para auxiliar os secretários, prefeitos e governadores na tentativa de entender melhor o que está acontecendo."

Entre as medidas de auxílio, ele destaca a construção de um programa de testagem em massa também “pronto para ser implementado” no Brasil. “Isso é fundamental para definir estratégias e ações.”, pontuou Teich.

Ao fim do pronunciamento, Teich destacou que não aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro pelo cargo. "Aceitei porque eu achei que poderia ajudar as pessoas. É uma honra estar aqui com pessoas que estiveram ao meu lado o tempo todo", concluiu.

Nomeado para substituir Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), Teich foi o segundo ministro a deixar a Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus. Durante o período em que permanecer no cargo, Teich e o presidente Jair Bolsonaro divergiram sobre as políticas de isolamento social e o tratamento de pacientes que contraíram a covid+19 com cloroquina.