Diminui ritmo de mortes por covid na Espanha e de casos em Portugal

Espanhóis registraram menor quantidade de óbitos em um único dia, enquanto que o percentual de casos cresceu 3% entre os portugueses

Espanha viu o menor número de mortes num só dia desde 23/3

Espanha viu o menor número de mortes num só dia desde 23/3

Juan Medina/EFE - 11.04.2020

A Europa ainda registra números alarmantes de casos e mortes provocados pela covid-19, mas alguns países se apegam às estatísticas para enxergar uma luz no fim do túnel.

Neste sábado (11), Portugal e Espanha apresentaram uma desaceleração no número de casos e de mortes, respectivamente.

A Espanha registrou, até a última sexta-feira (10), a menor quantidade de mortos por covid-19 em um único dia desde 23 de março. Portanto, há 19 dias.

O Ministério da Saúde espanhol informou, neste sábado (11), que 510 pessoas não resistiram aos efeitos da doença provocada pelo novo coronavírus nas últimas 24h.

Por outro lado, o número de pessoas infectadas aumentou 3% no período. Ao todo, 4.830 casos foram confirmados só na sexta-feira e, agora, a Espanha tem um total de 161.852 pessoas que testaram positivo para a doença, à frente da Itália.

A notícia positiva é que outros 3.441 pacientes que portavam a covid-19 receberam alta médica e estão em casa. Com isso, 59.109 espanhóis já venceram a doença, quase 37% de todos os casos registrados no país.

Península Ibérica

Em Portugal, que faz fronteira com a Espanha, houve uma forte desaceleração do número de casos de infecção nas últimas 48 horas, de acordo com a ministra da Saúde, Marta Temido.

Entre quinta e sexta-feira (10), houve aumento de 11% no número de casos. Já de ontem para esse sábado (11), a quantidade de infectados cresceu 3% – ritmo menor que o registrado na véspera. Foram 515 casos a mais do que ontem.

Mesmo assim, as autoridades portuguesas ainda não garantem que haja um achatamento da curva de contágios no país e reforçaram os apelos para que a população mantenha o isolamento social durante a Páscoa.

"Se fôssemos para as ruas e interagíssemos indiscriminadamente, obviamente sabemos que isso teria um efeito sobre nós", comentou a ministra na coletiva.

Mais de 500 pessoas morreram na Espanha num só dia

Mais de 500 pessoas morreram na Espanha num só dia

JuanJo Martín/EFE - 11.04.2020

Por outro lado, o número de mortes entre os portugueses segue crescendo. Neste sábado, a quantidade de óbitos nas últimas 24h chegou a 35 – contra 26 registradas na véspera. Ao todo, a doença já provocou 470 vítimas fatais no país, com outros 15.987 infectados.

Desde a última quinta-feira e até a próxima segunda, a população de Portugal está proibida de sair do município de residência, a menos que tenha uma autorização de trabalho. A fiscalização é feita por cerca de 35 mil agentes da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública.

Além disso, durante esse período, todos os aeroportos do país ficarão fechados para voos comerciais.

Estados Unidos

Longe da Europa, os Estados Unidos se tornaram hoje o primeiro país do mundo a registrar um aumento de mais de 2.000 mortes por coronavírus em um único dia, na sexta-feira (10), e ultrapassou 500 mil casos, de acordo com os dados mais recentes da Johns University Hopkins.

Nas últimas 24 horas, pelo menos 2.108 pessoas perderam a vida com o vírus nos EUA, com um total de 18.637 mortes. O número é muito próximo ao registrado naItália, que, com 18.849 mortes, continua sendo o país mais lamentado pela pandemia.

China

A China continua registrando casos "importados", uma tendência que não consegue eliminar. A Comissão Nacional de Saúde da China informou hoje que detectou 46 novos casos de infecção pelo novo coronavírus, dos quais 42 são de viajantes do exterior.

Na véspera, o número de casos "importados" havia sido de 38 e, na quarta-feira, de 61. Da mesma forma, a fonte oficial indicou que três novas mortes foram certificadas em território chinês, todas na província de Hubei, e, destas, duas na capital, Wuhan, berço da pandemia e que com elas já somam 2.577 mortes.

Coreia do Sul

A Coréia do Sul anunciou hoje que colocará pulseiras eletrônicas naqueles que furarem a quarentena obrigatórias para impedir a disseminação do coronavírus.

Durante uma reunião da unidade de combate ao coronavírus no país, o primeiro ministro sul-coreano, Chung Sye-kyun, explicou que o governo adotou a decisão após "intensa deliberação" e em vista do aumento no número de pessoas que desrespeitam o confinamento.

A Coréia do Sul não fechou fronteiras ou limitou os movimentos de cidadãos desde que o vírus foi detectado no país no final de janeiro. Mas impõe uma quarentena obrigatória de 14 dias a todos aqueles que tiveram contato direto com positivos confirmados e também todos aqueles que entram no país.